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(A) :: Mystikal, rapper nomeado para três Grammys, condenado a 20 anos por violar mulher no Louisiana em 2022

Mystikal, rapper nomeado para três Grammys, condenado a 20 anos por violar mulher no Louisiana em 2022

Vítima contou que foi esmurrada, esganada e violada pelo rapper. Mystikal negou as acusações, apesar de se ter declarado culpado em março, para não enfrentar pena de prisão perpétua.

Ricardo Reis
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O rapper norte-americano Mystikal — nome artístico de Michael Lawrence Tyler — foi condenado esta terça-feira a 20 anos de prisão por violação de uma mulher. A informação é avançada pela televisão local do estado do Louisiana, WBRZ.

A vítima, citada pelo The Guardian, relatou em tribunal que o crime ocorreu em 2022 na casa do músico, em Prairieville, no Louisiana, e que o culpado “lhe tinha dado murros e a tinha esganado, arrancado as tranças e violado enquanto a mantinha sequestrada“. Referiu também que Tyler lhe tirou o telemóvel e as chaves do carro “para que não pudesse sair” e que o rapper “transferiu dinheiro para si próprio através do telemóvel [da vítima] antes de a deixar ir embora”.

Tyler negou as acusações — apesar de se ter declarado culpado em março —, mas admitiu que merecia ser condenado a 25 anos se tivesse cometido o crime. “Se fiz isso consigo, mereço a pena máxima“, admitiu na sessão de julgamento.

O rapper declarou-se culpado em março, recorda a Associated Press, no âmbito de um acordo que permitiu que não fosse condenado pelo crime de violação agravada, sujeito ao cumprimento de uma pena de prisão perpétua. No entanto, a defesa do músico pediu a retirada da declaração por Tyler não ter tido, alegadamente, tempo para “considerar plenamente as consequências”. O tribunal acabou por negar o pedido.

Michael Lawrence Tyler, conhecido pelo seu nome artístico Mystikal, tornou-se conhecido por ter sido nomeado para três Grammys, um dos quais de Melhor Atuação Rap Solo, em 2001, com a música “Shake Ya Ass”. Esta não foi a primeira vez que o músico enfrentou problemas com a justiça, refere o The Guardian.

Em 2003, foi condenado a seis anos de prisão por abuso sexual e extorsão e foi obrigado a registar-se como predador sexual nos Estados Unidos. Em 2017, foi acusado de violação e sequestro e esteve detido durante 18 meses. No entanto, as acusações acabariam por cair.