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"Era suposto ser eu". Brasileiro atrasou-se 40 minutos e jovem que morreu em salto de ponte passou-lhe à frente

Higor Ferreira chegou atrasado ao rope jump e Maria Eduarda passou-lhe à frente. Jovem morreu porque ninguém prendeu a corda ao arnês antes do salto. Brasileiro descreve momentos de pânico após queda.

Manuel Nobre Monteiro
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Uma das testemunhas da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, afirmou que poderia ter sido a vítima do acidente ocorrido na manhã de sábado, em Limeira, no interior de São Paulo, no Brasil, durante um salto de “rope jump” a partir de uma plataforma com cerca de 40 metros de altura.

Higor William Diniz Ferreira contou ao portal brasileiro G1 que estava entre os participantes que aguardavam para realizar a atividade e que apenas não saltou antes devido a um atraso na chegada ao local. Segundo o próprio, Maria Eduarda acabou por passar à sua frente na fila. “Foi livramento. Era suposto ser eu, mas atrasei-me cerca de 40 minutos e foi nesse intervalo que ela ficou à minha frente”, relatou.

De acordo com o brasileiro, a intenção de fazer “rope jump” surgiu após ter visto uma publicidade da empresa nas redes sociais, sendo que lhe transmitiram garantias de experiência por parte da organização e de que nunca tinha ocorrido qualquer incidente semelhante. “Foi por rede social. O professor fez salto lá, falou que tem 4/5 anos de experiência, trabalha lá, e nunca tinha acontecido nada”, explicou.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento em que três homens erguem, na posição de “avião”, a jovem que acabou por morrer. Agarravam-na pelas pernas e braços abertos em cima da plataforma. Maria Eduarda estava de capacete e envergava um arnês, ao qual ninguém prendeu a corda que a protegeria da queda.

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Instantes depois, ouvem-se várias pessoas a gritar “a corda”, sugerindo que o equipamento de segurança não estaria ligado no momento da queda. Após o acidente, Higor descreveu momentos de pânico entre familiares da vítima e outros participantes que aguardavam para saltar, indicando que várias pessoas ficaram em estado de choque. Acrescentou ainda que um dos funcionários envolvidos na operação saiu do local antes da chegada das equipas de emergência, da polícia e dos bombeiros.

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Os três instrutores foram detidos no dia do incidente na Ponte do Esqueleto, em São Paulo, e prestaram depoimentos tornados públicos em que, um a um, não conseguiram determinar quem tinha a responsabilidade de colocar a corda à pessoa que realizava o salto. Os homens foram entretanto transferidos para um centro de detenção provisória.