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(A) :: Entrar a matar, sair a controlar: Benfica vence dérbi no João Rocha e fica a uma vitória de reconquistar o título

Entrar a matar, sair a controlar: Benfica vence dérbi no João Rocha e fica a uma vitória de reconquistar o título

Ao sétimo dérbi, pouca ou nenhuma história: Benfica entrou melhor, marcou cedo, dominou a partida e geriu depois a vantagem até ficar a um triunfo do título com um hat-trick de Zé Miranda (2-5).

Bruno Roseiro
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Os encontros foram quase todos equilibrados, os encontros acabaram por ter quase sempre o mesmo epílogo – e quando houve um vencedor, o final foi mesmo sempre igual. Depois do triunfo na fase regular a 12 a duas voltas, o Benfica manteve a invencibilidade no Campeonato no playoff, chegou à decisão 100% vitorioso e entrou da melhor forma na final, vencendo o Sporting por 3-2 no Pavilhão da Luz. Mais uma vez, a tónica repetiu-se: jogo com momentos divididos, encarnados na frente, gestão da vantagem até fechar o triunfo. O desafio seguinte seria provavelmente o mais complicado da época em termos nacionais, num jogo 2 que não podia acabar empatado e que tinha os leões com uma margem de erro mais reduzida face à desvantagem na eliminatória. Sobrava a dúvida: era o xeque ao título ou mais uma prova das sete vidas verde e brancas?

https://observador.pt/2026/06/13/o-primeiro-passo-da-maratona-benfica-vence-sporting-na-luz-e-coloca-se-em-vantagem-na-final-do-campeonato-de-hoquei/

“Temos de tirar muita coisa boa que fizemos no jogo 1 e melhorar, obviamente, até porque nunca se faz tudo bem, seja em derrotas ou vitórias. Estamos a trabalhar nesse sentido e temos de dar a volta. Ganhar o jogo 2 é agora o mais importante. Temos de dar 200% agora. Há que preparar a partida da melhor maneira e estar tranquilos e conscientes. Se fizermos o nosso papel, podemos atingir o objetivo de ganhar. Estamos num clube que exige títulos e estar sempre nas decisões. Não conseguimos no ano passado por algum azar, mas este ano estamos na final e vamos com tudo”, comentara Nolito Romero, capitão argentino do Sporting que foi a chave nos melhores momentos de uma temporada onde os leões já levavam três títulos desde o início da época, incluindo o Mundial de Clubes que antecedeu a Supertaça e a Taça de Portugal.

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“Temos a vantagem de um jogo mas é apenas uma vantagem de um jogo. Estamos muito focados, a rever tudo o que aconteceu no último jogo. Temos de voltar ao nosso estilo em todas as fases do jogo, como fizemos não só no último encontro, mas em todos os que disputámos nesta época frente ao Sporting. É continuar o nosso caminho, independentemente de jogarmos em casa ou fora. Temos de ser fiéis àquilo que queremos fazer. Os pormenores, como aconteceu no outro dia, fazem com que equipas que estiveram melhor durante o jogo tenham de sofrer até ao fim e nós também sabemos sofrer quando o momento assim o exige. O mais importante num playoff é pensar como se tivéssemos perdido o último encontro. É jogar como se tivéssemos perdido com a confiança de quem ganhou”, salientara Edu Castro, técnico dos encarnados.

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Era desta forma que chegava o sétimo dérbi da temporada, por sinal aquele que teria maior peso em termos de importância em toda a época e com essa vantagem clara por parte do Benfica, que empatou na fase regular na Luz e no Pavilhão João Rocha entre triunfos na final da Elite Cup, nos dois jogos na fase de grupos da Liga dos Campeões e agora no jogo 1 da final. Desta vez, não foi diferente. Mais do que isso, a diferença entre os dois conjuntos ficou patente como não se tinha visto nas partidas anteriores, com os encarnados a vencerem no Pavilhão João Rocha por 5-2 com um hat-trick de Zé Miranda e a dar um passo quase decisivo para o título, que pode ficar fechado já no próximo encontro entre os dois conjuntos no fim de semana.

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A entrada do Benfica e o próprio ambiente que se vivia no Pavilhão João Rocha eram quase um “anúncio” para o que se iria passar. Com menos apoio do que aconteceu por exemplo na véspera, no dérbi de futsal, mas com a bancada dos encarnados de novo com os bilhetes esgotados, os visitantes começaram a todo o gás, foram criando oportunidades e inauguraram mesmo o marcador por Zé Miranda, num remate descaído sobre a direita (5′). A vantagem deu ainda mais confiança às águias, que nem mesmo depois de uma paragem técnica de Edo Bosch perderam o domínio da partida. De forma natural, em mais uma saída rápida com assistência de Nil Roca, Zé Miranda fez o 2-0 ainda nos dez minutos iniciais (9′). Alessandro Verona reduziu antes do intervalo mas o lance acabou por ser invalidado pelo toque com o patim de Rafa Bessa (18′).

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A segunda parte teve outras características, com o Benfica a ter uma postura de maior controlo e o Sporting a ser forçado a arriscar mais. Aí, imperou a eficácia e a capacidade de marcar nos momentos certos: Verona conseguiu reduzir num remate cruzado de meia distância (32′), Gonçalo Pinto fez o 3-1 no minuto seguinte com um desvio à boca da baliza após defesa de Xano Edo (33′) e Lucas Ordóñez aumentou ainda mais o avanço dos encarnados num livre direto que nasceu quando os leões jogavam em situação de power play por um cartão azul a Gonçalo Pinto (35′). A história do encontro estava sentenciada mas acabaria com mais dois golos, com Facundo Bridge a reduzir para 4-2 numa fase em que Conti Acevedo assumia todo o protagonismo com várias intervenções na baliza dos encarnados (43′) e Zé Miranda a fazer o hat-trick (48′).

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