O ministro dos Negócios Estrangeiros português considerou esta quarta-feira que a União Europeia deveria “ser mais firme” na pressão sobre Israel, lamentando que os 27 não tenham aprovado sanções contra dois ministros de extrema-direita, que são “fator de perturbação”.
“A UE devia ser mais firme, temos alguma capacidade de pressão. Caso contrário, seria visto como indiferença e não podemos ser indiferentes”, considerou esta quarta-feira Paulo Rangel durante uma audição na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas.
Para o chefe da diplomacia portuguesa, é “muito importante fazer uma grande pressão sobre Israel”, onde “a radicalização está em curso e pode fazer perigar equilíbrios frágeis”.
“Lamento que o Conselho de Negócios Estrangeiros [da União Europeia] não tenha sido capaz de decretar sanções aos ministros que são fator de grande instabilidade e perturbação”, afirmou, referindo-se a Itamar Ben-Gvir (Segurança Nacional) e Bezalel Smotrich (Finanças).