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O líder do Chega, André Ventura, proibiu deputados, dirigentes e funcionários do partido de participarem nas campanhas para as eleições distritais, exceto se forem candidatos. A medida consta da diretiva interna 1/2026, a que a SIC teve acesso, e prevê sanções disciplinares para quem não cumprir a ordem. Foi replicada por Rita Matias na Juventude do Chega, avança ainda a estação televisiva.
A proibição estende-se ainda à participação na campanha ou em intervenções públicas a favor de uma candidatura.
De acordo com a SIC, a direção política do Chega justifica a proibição com base no “princípio da não interferência” das chefias nacionais nos processos locais.
O documento, assinado por André Ventura, surge numa altura em que as 18 estruturas distritais se preparam para votar, entre 28 de junho e 5 de julho, a continuidade ou mudança das respetivas lideranças.
Nos bastidores do partido, noticia ainda a SIC, ninguém esquece os “sensíveis equilíbrios partidários” que se colocam sobretudo nas principais distritais. Atualmente, distritos como Porto, Braga, Setúbal e Santarém são liderados por deputados, em linha com a Direção Nacional. Mas em todos estes, o descontentamento tem motivado o surgimento de listas e candidatos alternativos, colocando em risco a continuidade das lideranças vigentes.
Na semana passada, o presidente da concelhia de Lisboa do Chega havia anunciado a demissão como dirigente local do partido. Embora tivesse rejeitado que a sua demissão resultasse de uma cisão com o presidente da distrital — que nomeia os presidentes das concelhias — Luís Pereira Nunes afirmou ser “preciso haver sangue novo na concelhia”.
https://observador.pt/2026/06/09/presidente-da-concelhia-de-lisboa-do-chega-que-rompeu-com-mascarenhas-demite-se-a-semanas-de-terminar-mandato/