Os arqueólogos descobriram as maiores termas romanas dos Países Baixos em Nijmegen, no leste do país, um luxuoso complexo construído com mármore e placas de calcário preto e branco, anunciou a câmara municipal local.
A dimensão do complexo, os materiais de construção utilizados e os artefactos encontrados atestam a prosperidade da cidade durante a era romana, quando era conhecida como Ulpia Noviomagus.
Durante as escavações, foram também descobertos quarteirões de casas interligados por ruas, luxuosas residências e uma torre, revelou a autarquia de Nijmegen em comunicado.
Foram também encontrados grampos de osso, joias, moedas e um busto de bronze de Baco, o deus romano do vinho. “Estes milhares de objetos testemunham o luxo de que gozam os habitantes desta parte da cidade há cerca de 1.800 a 1.900 anos“, frisou a câmara municipal.
“As escavações revelam também a utilização de materiais preciosos, conferindo às termas de Nijmegen um aspeto luxuoso”, acrescentou. As paredes interiores eram revestidas a mármore e os pavimentos, a lajes de calcário preto e branco.
A cidade romana de Ulpia Noviomagus, atual Nijmegen, foi um dos mais importantes povoados do que é hoje os Países Baixos.
“Acredita-se que o assentamento romano (…) recebeu o estatuto de cidade do imperador Marco Úlpio Trajano por volta do ano 100 d.C.”, referiu o comunicado. As termas foram construídas logo de seguida, segundo os historiadores.