Os recordes, registos históricos e marcas inéditas que Lionel Messi alcançou contra a Argélia ocupam um parágrafo inteiro. O jogador argentino marcou três golos num único jogo, algo que nunca tinha feito num Campeonato do Mundo, e foi o grande e principal responsável por um resultado que deixa a atual campeã do mundo como favorita à conquista do Mundial 2026. E fê-lo, como sempre, como se nada lhe custasse.
https://observador.pt/2026/06/17/quatro-anos-depois-o-mundo-continua-a-ser-apenas-e-so-dele-a-cronica-do-argentina-argelia/
Só por estar em campo, Lionel Messi já tinha chegado às 200 internacionalizações pela Argentina, alargando ainda mais o fosso para Javier Mascherano, e já se tinha tornado o primeiro jogador a participar em seis edições do Campeonato do Mundo — algo que Cristiano Ronaldo, ao que tudo indica, vai igualar já esta quarta-feira ao defrontar a RD Congo pela Seleção Nacional. Quando começou a marcar golos, porém, Messi distanciou-se de tudo e todos.
A uma semana de completar 39 anos, o argentino marcou no quinto Mundial da carreira e igualou Cristiano Ronaldo, tornou-se o terceiro mais velho a marcar em Mundiais e apenas atrás de Roger Milla e Pepe e ainda o mais velho a assinar um hat-trick em Mundiais. Pelo meio, chegou aos 16 golos em Campeoantos do Mundo, superando Kylian Mbappé, Gerd Müller e Ronaldo Nazário de uma vez para igualar Miroslav Klose como o melhor marcador da história da competição.
https://twitter.com/FabrizioRomano/status/2067090134730781047
Lionel Messi foi substituído pouco depois de fazer o terceiro golo, debaixo de vénias unânimes nas bancadas de Kansas City e com um sorriso pacífico que fazia parecer que nada tinha acontecido, mas a verdade é que o mesmo não aconteceu logo depois de ter marcado o primeiro. Na sequência dos festejos, o argentino estava visivelmente emocionado e sem conseguir conter as lágrimas, numa reação que foi inicialmente interpretada com o facto de ter voltado a marcar num Campeonato do Mundo onde até se imaginou que já não estaria. Depois do apito final e depois de receber o prémio de Homem do Jogo, porém, Messi explicou.
“Chorei depois do primeiro golo, sim… Mas foi por uma coisa que não tem nada a ver com futebol. Passei por uns dias difíceis e estou grato a toda a comitiva e a todos os meus colegas, porque estiveram sempre ao meu lado, deram-me muita força. Adoro jogador futebol, é a minha paixão desde que sou um miúdo. Quando estou em forma dou tudo aquilo que tenho dentro de campo”, contou o argentino, que ainda teve um golo anulado por fora de jogo logo nos instantes iniciais da partida.
https://twitter.com/sporttvportugal/status/2067077258590785963
https://twitter.com/playmaker_PT/status/2067077405361983533