O percurso da Nova Zelândia no Mundial de 2026 tem sido marcado pelo fenómeno mediático em torno de Tim Payne. O lateral-direito, que iniciou o torneio com apenas 5 mil seguidores no Instagram, foi alvo de uma campanha de promoção digital do influencer Valen Scarsini. A prestação de Payne no jogo de estreia foi bastante contida, mas o jogador tem agora mais seguidores do que a população do seu país.
Tudo começou com um vídeo de Scarsini, publicado em maio no Instagram. O influencer procurou em todas as seleções para saber qual era o jogador menos conhecido nas redes sociais, para promover um atleta que toda a gente pudesse apoiar, independentemente da sua nacionalidade. Depois de uma pesquisa, o nome que sobressaiu foi o de Tim Payne. “Temos que segui-lo, marcá-lo, encher as suas publicações de gostos e comentários”, pediu o criador de conteúdos.
O número de seguidores de Payne escalou rapidamente, até hoje atingir os 5,8 milhões. Em junho, Scarsini encontrou-se com o jogador, que lhe agradeceu por tudo. “Ainda estou a processar, mas isto é incrível”, referiu.
Numa publicação no Instagram, a namorada de Payne aparece a cantar uma música que foi criada para o apoiar, onde ele é descrito como o sucessor de Di Maria. “Ainda não parei de a cantar e de me rir com todos os comentários”, diz ela na descrição.
A atenção pública dirigida a Payne elevou as expectativas para a sua estreia oficial na partida frente ao Irão, que terminou com um empate (2-2). No entanto, o desempenho do jogador do Wellington Phoenix acabou por revelar-se contido, como descreveu a Marca.
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O defesa cometeu um erro logo nos instantes iniciais, permitindo uma transição perigosa e o subsequente remate de Yousefi. Payne acabou por ter uma melhor prestação nas ações defensivas. Até ser substituído por Callan Elliot, o seu melhor momento ocorreu aos 76 minutos, ao desarmar o avançado Mehdi Ghayedi.
Apesar de ter concluído 26 dos 32 passes tentados (uma eficácia de 81%), Payne contabilizou 11 perdas de posse de bola e não conseguiu dar sequência aos três cruzamentos efetuados — incluindo uma tentativa de passe de longa distância, aos 58 minutos.
O influencer Valen Scarsini deslocou-se até aos EUA para ver a partida. “Acho que o empate foi justo, se vocês viram o jogo, tanto o Irão como a Nova Zelândia jogaram da mesma forma”, relatou. “Faltam dois jogos e estaremos lá para apoiar Tim Payne”, disse Scarsini, mantendo a esperança no país como possível vencedor.
Quando os 90 minutos terminaram, o jogador neozelandês utilizou as plataformas digitais para deixar uma nota de agradecimento aos adeptos: “Agradeço imenso o vosso apoio. A atmosfera foi fantástica e estamos focados no próximo jogo”, declarou, projetando já a partida frente à seleção do Egito, que será na segunda-feira.
Recentemente, Vozinha foi também alvo de um fenómeno digital. Aos 40 anos, o guarda-redes de Cabo Verde teve uma prestação histórica na estreia do seu país, somando sete defesas cruciais para travar Espanha. Numa questão de horas, a conta de Instagram do veterano saltou de 50 mil seguidores para a barreira dos milhões.