A GNR encerrou esta terça-feira nove residências que funcionavam de forma ilegal como lares de idosos em Lousada, no distrito do Porto, e deteve sete pessoas, adiantou esta força policial.
Na sequência de uma investigação por maus-tratos a idosos, os militares verificaram que as residências, que não possuíam quaisquer licenciamentos para acolher idosos, acolhiam 11 pessoas, nove mulheres e dois homens entre os 78 e os 95 anos, assinalou a GNR, em comunicado.
Estas habitações não reuniam as condições de salubridade, higiene e o número adequado de cuidadores para garantir o bem-estar e a segurança dos utentes, apontou.
Durante a ação, os idosos foram encaminhados para locais de acolhimento identificados pela Segurança Social, acrescentou.
Os detidos, seis mulheres e um homem entre os 25 e os 65 anos, vão ser presentes na quarta-feira, pelas 14h00, a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Penafiel, no distrito do Porto.
Esta ação, na qual estiveram envolvidos vários postos territoriais e núcleos de investigação criminal da GNR, contou ainda com o apoio da Segurança Social do Porto, do TIC de Penafiel, do Tribunal Judicial da Comarca de Porto Este e da Delegação de Saúde do Tâmega e Sousa.
Contactado pela Lusa, o oficial de Relações Públicas do Comando Territorial do Porto, capitão Mendes dos Santos, revelou que a investigação começou após várias queixas, sem especificar se eram ou não de familiares.
O Jornal de Notícias (JN), na sua edição online, refere que em causa estão os crimes de homicídio, associação criminosa, maus-tratos, fraude fiscal e burla.
O diário acrescenta ainda que as diligências permitiram apurar que, desde 2016, os suspeitos alojaram mais de uma centena de idosos vulneráveis em diversos apartamentos de Lousada sem licença e autorização para funcionarem como lares.