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Parlamento antecipa debate com o primeiro-ministro em dia de estreia de Portugal

O debate quinzenal com o primeiro-ministro vai começar às 14h ao contrário do horário habitual. A antecipação foi conseguida por consenso entre todos os líderes parlamentares.

Miguel Viterbo Dias
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O debate quinzenal com o primeiro-ministro que está marcado para esta quarta-feira, 17 de junho, foi antecipado para as 14h devido à estreia de Portugal no Campeonato do Mundo de futebol. A sessão que ia arrancar às 15h vai assim começar uma hora mais cedo.

Para esta quarta-feira está marcado não só o debate quinzenal — que tem uma duração ligeiramente superior a duas horas –, mas também o debate preparatório do Conselho Europeu — que dura mais uma hora –, prolongando assim a tarde até à hora do jogo. Com esta antecipação, conseguida por consenso, o primeiro-ministro e os deputados devem conseguir terminar os trabalhos antes do apito inicial.

Esta antecipação de horário não é assim tão incomum. Também no dia seguinte, o plenário arranca às 14h devido à discussão da reforma laboral que vai prolongar a tarde de discussão e é habitual às sextas-feiras, dias em que as votações ocupam muito tempo, as sessões serem também antecipadas das 10h para as 9h.

No debate quinzenal não estará o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, que estará em Houston, nos Estados Unidos da América, para assistir ao arranque de Portugal no Campeonato do Mundo de futebol frente à República Democrática do Congo. O presidente do Parlamento é a primeira figura do Estado a assistir a um jogo de Portugal, seguido pelo primeiro-ministro e pelo Presidente da República.

A comissão que funcionou (sob protesto) na estreia de um Mundial

Em 2010, foi marcada a reunião da Comissão de Educação e Ciência para a mesma hora da estreia de Portugal no Mundial da África do Sul num Portugal-Costa do Marfim. Naquele dia estava presente o então secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, que, tal como muitos dos deputados presentes, lamentou que houvesse trabalhos da comissão ao mesmo tempo que decorria o jogo da seleção nacional. O presidente da comissão Luís Fagundes Duarte explicou que foi tentado um consenso para mudar a hora da comissão, mas o Bloco de Esquerda, então representado por Ana Drago, recusou.

Uma televisão que está sempre junto à zona dos sofás que fica perto das salas de comissões estava ligada no jogo e os deputados iam-se revezando para irem assistir a 10 minutos da partida de quando em quando. A comissão só terminaria depois do jogo. Os deputados não viram nenhum golo, mas também não houve. A seleção então comandada por Carlos Queiroz empatou o jogo a zero contra a seleção que tinha na altura como estrela Didier Drogba.