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Irão integrou "dois psicólogos experientes" na equipa de negociações com os EUA. “As reações de Trump melhoraram consideravelmente"

Teerão procurava orientações para preparar mensagens destinadas a Trump, com base no que descreveu como um “padrão de comportamento psicopático” do Presidente dos EUA.

Margarida Vieira dos Santos
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O Irão integrou “dois psicólogos experientes” na equipa de negociações com os Estados Unidos após a ronda inicial de encontros bilaterais em Islamabad, em abril, altura em que ambas as partes começaram a trocar propostas para um possível memorando de entendimento. O objetivo, segundo uma fonte da diplomacia iraniana, passaria por realizar uma avaliação do perfil psicológico de Donald Trump e apoiar a equipa de negociação na preparação das mensagens a transmitir ao Presidente norte-americano, avançou o site de notícias Drop Site.

“Adicionámos dois psicólogos experientes ao círculo consultivo das negociações para que possamos moldar as mensagens destinadas ao Presidente Trump, tendo em conta o que consideramos um padrão de comportamento psicopático”, afirmou a fonte diplomática iraniana ao site especializado em investigação jornalística. “As reações de Trump melhoraram consideravelmente desde que começámos a incorporar as recomendações destes consultores nas nossas mensagens e comunicações escritas”, transmitidas através de mediadores regionais.

Em declarações ao Drop Site, a mesma fonte acrescentou que Teerão tinha consciência de que as mensagens trocadas durante as negociações poderiam vir a integrar o “registo histórico”. Por isso, caso sejam tornadas públicas no futuro, afirmou que as negociações foram conduzidas de forma a evidenciar claramente como cada parte negoceia e com que nível de “sofisticação”.

Donald Trump consultou 22 especialistas no âmbito da sua mais recente avaliação médica, de acordo com um relatório divulgado pela Casa Branca, que se recusou a revelar a identidade dos médicos responsáveis, relata o The Washington Post. Este foi, segundo o jornal norte-americano, o maior número de médicos alguma vez envolvidos na avaliação de um Presidente numa única visita e seria compatível com a necessidade de realizar uma “avaliação completa e preventiva” ao líder norte-americano.