Entre janeiro e maio deste ano, 2.867 pessoas apresentaram queixa à Polícia de Segurança Pública (PSP) pelo crime de furto levado a cabo por carteiristas, de acordo com dados oficiais citados pela Renascença. Foram mais 212 ocorrências mais do que no mesmo período em 2025, representando uma subida de 7% nesde tipo de delito, que teve mais incidência em Lisboa, no Porto e no Algarve.
O número de detidos, no entanto, foi menor do que no período homólogo: 56 em 2026 e 69 em 2025 (uma queda de 18%), sendo muitos destes já reincidentes neste mesmo crime. Os suspeitos identificados foram 156 em 2026 e 172 em 2025 (uma queda de 9%).
Os dados foram revelados pelo subintendente da PSP Sérgio Soares que admite os delitos já ocorrem “praticamente todo o ano em Portugal, porque há cada vez mais turistas”.
Tendencialmente, os criminosos fazem-se passar por visitantes das cidades para tentarem passar despercebidos. “Temos feito detenções recorrentes de indivíduos reincidentes detidos quatro, cinco e seis vezes pela prática do mesmo crime e, às vezes, têm ficado em prisão preventiva”, afirmou o responsável da PSP.
Os criminosos são homens e mulheres entre os 25 e 45 anos, que atuam em grupo e passam pouco tempo nas cidades. “O grosso das detenções que têm sido feitas neste momento já são de indivíduos estrangeiros, pessoas que vêm de outros locais, nomeadamente da Europa de Leste“, disse Soares ao mesmo meio de comunicação social. Para não serem notados, os criminosos preferem sítios com maior movimentação e aglomeração de pessoas, como zonas turísticas e comericiais e transportes públicos, tal como eventos desportivos, culturais e de lazer.
Os grupos costumam ser formados por três ou quatro criminosos. “Um ou dois destes distraem [a vítima], outro retira o bem e há muitas vezes um quarto elemento num carro para o grupo se ausentar do local de forma rápida”, diz o porta-voz da PSP, que admite que estes diferenciam-se dos portugueses (que costumam atuar sozinhos) por serem “células muito especializadas, já com alguma profissionalização”.
Uma equipa foi formada há oito anos pela força de segurança, baseada na Divisão de Investigação Criminal da PSP de Lisboa, para se dedicar a combater este tipo de crime.