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A Alemanha garante que está pronta para lutar contra a Rússia no imediato — “esta noite”, se necessário — de forma a defender o território da NATO de potenciais ataques russos. Numa entrevista ao The Telegraph, o chefe da Força Aérea alemã, a Luftwaffe, avisa que, caso Moscovo decida atacar algum dos países da aliança atlântica, os aviões alemães poderiam lançar ataques devastadores na Rússia, nomeadamente no enclave de Kaliningrado ou no Mar Negro.
Num claro alerta a Moscovo, Holger Neumann — nomeado para liderar a Luftwaffe há cerca de um ano —, lembrou que não existem “zonas de segurança diferenciadas” na NATO, o que significa que um ataque à Estónia ou à Letónia implicaria uma resposta militar da NATO igual a um ataque aéreo a Londres, por exemplo. A Estónia, a Letónia e a Lituânia, juntamente com a Polónia, têm enfrentado uma crescente agressão russa nos últimos meses, com incursões de drones nos seus territórios — incidentes que as autoridades ocidentais temem ser um prelúdio para uma incursão russa nesses países.
“Se houver um conflito, o que esperamos que nunca aconteça, mas se houver, defenderemos cada centímetro do nosso território. Acho que esta é uma mensagem importante, especialmente para o Norte e para os nossos aliados bálticos”, disse Neumann, acrescentando que a NATO tem de se manter vigilante. “Temos de fazer um grande esforço para, em termos de segurança, manter a vigilância e, se necessário, agir em determinadas regiões”. O líder da Força Aérea alemã disse que qualquer resposta defensiva da NATO a um ataque russo seria esmagadora, pois equivaleria a “32 contra X”, referindo-se às 32 forças aéreas da aliança atlântica.
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O tenente-general Neumann afirmou que a península de Kola, no noroeste da Rússia (e para onde o Kremlin tem ordenado a instalação de um número crescente de armas nucleares), o enclave de Kaliningrado (rodeado por países da NATO, entre os quais a Polónia), São Petesburgo e o Mar Negro (dois locais onde se situa parte da marinha de guerra russa) iriam ser alvo de ataques da NATO caso a aliança atlântica fosse forçada a defender-se.
Com o aumento da tensão entre Moscovo e os países europeus, e desde que se iniciou a guerra na Ucrânia, em 2022, a Alemanha rompeu com a sua política militar do pós-Segunda Guerra Mundial, optando por um maior investimento em defesa e material militar. Desta forma, as forças armadas do país, e nomeadamente a Força Aérea, têm agora capacidade para lançar uma ofensiva de imediato contra a Rússia, caso tal seja necessário.
“Lutar hoje à noite significa que, se alguém me ligar agora e disser que temos a seguinte situação aqui, temos que estar prontos agora – e estamos prontos”, garantiu o responsável, que antes de ser nomeado para o mais alto cargo da Luftwaffe, era comandante das Unidades Aéreas Alemãs, em Colónia. “Vamos entrar em ação com tudo o que temos na Alemanha, na Força Aérea, mas também na NATO, para defender o nosso país, os nossos valores, a nossa população e a nossa aliança”, frisou, rebatendo os receios de que a Alemanha pudesse retrair-se.