(c) 2023 am|dev

(A) :: Aumento dos preços atira apoio rural a Trump para mínimos históricos

Aumento dos preços atira apoio rural a Trump para mínimos históricos

Em menos de dois anos, registou-se uma queda de aprovação de 10% entre os eleitores de zonas rurais. Taxa de aprovação de toda a população (35%) também está próxima de mínimos históricos.

Miguel Pereira Santos
text

À medida que o custo de vida aumenta, diminui o apoio dos norte-americanos que vivem em zonas rurais a Donald Trump — e o descontentamento já atingiu mínimos históricos. Uma sondagem da Ipsos para a Reuters mostra que a taxa de aprovação do Presidente dos EUA diminuiu 10% desde o início do seu segundo mandato presidencial.

Seis em cada dez habitantes de zonas rurais apoiavam Trump em fevereiro de 2025. Agora, o estudo de opinião conduzido pela Ipsos entre três e oito de junho conclui que apenas cinco em cada dez avaliam favoravelmente a governação do Presidente norte-americano. Por outro lado, a taxa de desaprovação de Trump neste setor do eleitorado aumentou de 34% para 48%, ao longo dos últimos 16 meses.

Estes cidadãos não aprovam, nomeadamente, a governação de Trump para conter o aumento do custo de vida e estimular a economia norte-americana. Apenas 31% dos habitantes das zonas rurais dos EUA aprovam a forma como a administração norte-americana tem lidado com estes problemas, enquanto em fevereiro de 2025 eram 45%.

Olhando para o eleitorado norte-americano como um todo, a taxa de aprovação de Trump também está próxima de mínimos históricos. O aumento dos preços da energia devido à guerra no Irão está igualmente entre as principais razões que empurraram a taxa de aprovação do Presidente dos EUA para os 35%, segundo a sondagem da Ipsos.

Para este estudo de opinião, que tem uma margem de erro de 3% para os habitantes em zonas rurais, foram entrevistados 4.531 adultos online que vivem nos EUA. A perda de apoiantes nas zonas rurais pode ter consequências negativas para Trump a médio prazo. Nas presidenciais de 2024, o Presidente dos EUA teve uma vantagem de 40% face a Kamala Harris, na disputa por este setor do eleitorado. Nas eleições intermédias de novembro, estes votos poderão ser essenciais para os republicanos sonharem em manter a maioria no Congresso.