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Reino Unido vai proibir redes sociais para menores de 16 anos. Starmer quer legislação aprovada até ao final do ano

Nova medida surge num contexto em que nove em cada dez pais do Reino Unido apoiam uma idade mínima de 16 anos para aceder às redes sociais. Proibição deverá entrar em vigor na primavera.

Cristina Gordon
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Agência Lusa
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As redes sociais vão ser proibidas no Reino Unido para menores de 16 anos, anunciou o primeiro-ministro Keir Starmer esta segunda-feira.

“As redes sociais estão a tornar as crianças infelizes. Estão a facilitar que os agressores as assediem e maltratem, e podem até estar a prejudicar a sua saúde mental. Estão a expô-las a conteúdos perigosos, porque é isso que chama a atenção. Estão concebidas para serem viciantes”, sustentou o líder britânico em declarações aos jornalistas em Downing Street, reforçando que as redes têm “impacto no desenvolvimento das crianças”, como sucede no trabalho escolar, na leitura, na capacidade de socializar e até de dormir.

A medida, que trará “mudanças reais”, surge num contexto em que as preocupações com conteúdos online prejudiciais são crescentes no Reino Unido. O plano inclui a proibição de todas as principais plataformas de redes sociais, com restrições separadas para produtos online, como aplicações de jogos, incluindo a remoção da opção de conversar com estranhos, avança o The Guardian.

Esta medida vai além da restrição pioneira da Austrália, mas, segundo o primeiro-ministro, não foi uma decisão tomada de “ânimo leve”. Ao mesmo tempo que reconheceu que as redes sociais podem ter benefícios nos jovens, explicou que governar “tem sempre a ver com escolhas” e que “uma proibição total” era a “escolha certa”.

Ainda no passado domingo, o governo trabalhista informou que nove em cada dez pais apoiavam uma idade mínima de 16 anos para aceder às aplicações, de acordo com a consulta pública sobre “crescer no mundo online”.

Questionado sobre se esperava uma reação negativa por parte dos gigantes tecnológicos norte-americanos, Starmer argumentou que a proibição não significava que se opõe à tecnologia e à IA. “Nunca aceitarei o argumento de que, para o futuro da IA ​​e da tecnologia, devemos deixar as nossas crianças expostas da forma como têm sido ou como poderão ser no futuro”, afirmou.

Starmer admitiu que não será fácil enfrentar as empresas de redes sociais, e que será difícil legislar e fazer cumprir esta proibição, mas isso não diminui em nada a importância da decisão.

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As reformas promovidas pelo executivo fazem parte de uma forma de tranquilizar os pais e prometem uma “Grã-Bretanha melhor para os seus filhos, que terão uma oportunidade justa”, sublinhou.

Apesar de a medida ainda não ter uma data para entrar em vigor, Starmer disse que o objetivo seria aprovar a legislação até ao final do ano, com a implementação a partir da próxima primavera.

O Reino Unido junta-se agora a países como a Austrália, o Canadá, o Brasil e a Indonésia, que introduziram legislação ou anunciaram restrições, ou requisitos baseados na idade para o acesso das crianças às redes sociais.  Em Portugal, o Parlamento aprovou a limitação e restrição de acesso a menores de 16 anos foi aprovada em fevereiro.

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Texto editado por Dulce Neto