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Putin e Zelensky deram os parabéns a Trump, mas aproveitaram o telefonema para discutir os conflitos

Vladmir Putin e Volodymyr Zelensky aproveitaram o telefonema de parabéns ao Presidente americano para discutirem o ponto de situação da guerra na Ucrânia e o conflito no Irão.

Agência Lusa
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No dia em que completa 80 anos, Donald Trump recebeu os parabéns de vários líderes mundiais, entre eles os dois presidentes que estão em conflito na Ucrânia há 4 anos.

Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin telefonaram ao presidente dos Estados Unidos com uma dupla missão: dar os parabéns e falar sobre a guerra. A conversa com Putin também envolveu a situação no Irão e a deslocação de emissários de Washington à Rússia.

“A conversa (com Putin) centrou-se principalmente na situação referente ao acordo em elaboração entre os Estados Unidos e o Irão. Donald Trump disse que um acordo estava próximo”, disse aos jornalistas Iuri Ushakov, conselheiro do Kremlin.

Ushakov também adiantou que foi “acordado que os representantes especiais do Presidente americano, Steve Witkoff e Jared Kushner, envolvidos de perto nos assuntos iranianos, regressariam em breve à Rússia”.

A conversa com Donald Trump foi revelada pelo próprio presidente ucraniano. “Acabei de ter uma ótima conversa com o @POTUS. Felicitei o Presidente Trump pelo seu aniversário e conversámos detalhadamente sobre muitas questões importantes, a paz foi certamente uma delas”, escreveu o líder ucraniano, numa mensagem no X (ex-Twitter).

O chefe de Estado sinalizou ainda terem sido discutidas medidas que poderiam contribuir para uma aproximação à paz neste momento, e referiu que informou o homólogo norte-americano sobre os mais recentes acontecimentos no campo de batalha e como a posição ucraniana se tem consolidado.

“Concordámos em discutir isto mais a fundo na nossa reunião durante a cimeira do G7. Temos algumas boas ideias que podem ajudar a avançar rumo à paz e proteger vidas”, disse.

O líder acrescentou que desejava muito sucesso a Trump, especialmente nos seus esforços para pôr fim à guerra da Rússia contra a Ucrânia, e agradeceu-lhe por todo o apoio que os Estados Unidos da América (EUA) têm dado ao seu país.

“É importante que nos lembremos com gratidão de cada passo desse apoio, dos mísseis Javelin aos Patriots”, disse ele.

Nos últimos meses, vários ciclos de negociações para encontrar uma solução para a guerra na Ucrânia sob a égide dos Estados Unidos não conseguiram aproximar Kiev e Moscovo de um acordo. Este processo foi ficando cada vez mais estagnado à medida que a atenção de Washington se voltava para a guerra contra o Irão. Os líderes concordaram em discutir estes tópicos mais a fundo na cimeira do G7, que começa na segunda-feira na cidade francesa de Évian.