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(A) :: Empresa "esquece" de prender corda a mulher que saltou de ponte com altura de 40 metros. Morreu a praticar desporto radical no Brasil

Empresa "esquece" de prender corda a mulher que saltou de ponte com altura de 40 metros. Morreu a praticar desporto radical no Brasil

"A corda!", gritou uma pessoa que viu o equipamento ficar em cima de uma ponte no momento em que a jovem que praticava rope jumping foi lançada pela equipa de uma empresa de desporto radical.

Larissa Faria
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Uma mulher de 21 anos morreu na manhã deste sábado enquanto praticava rope jumping, um desporto radical que consiste em saltar para um precipício tendo o corpo preso por uma corda. Num vídeo publicado nas redes sociais, é possível ver a jovem ser levada por três homens para uma plataforma antes de ser lançada do alto da Ponte do Esqueleto, que fica em Limeira, cidade a 150 quilómetros de São Paulo. Ao cair da altura de 40 metros sem o equipamento de segurança, a mulher morreu.

Os funcionários da empresa de desporto radical ter-se-ão “esquecido” de atar a corda à jovem, segundo uma testemunha relatou à Polícia Militar, noticiou o G1. Seis pessoas de duas empresas que organizam esta atividade — e pela qual cobram 180 reais (cerca de 30 euros) — foram detidas e três permanecem em prisão preventiva. Dois dos suspeitos tentaram fugir por uma área de mata, mas foram apanhados com a ajuda do helicóptero das forças de segurança.

Antes de realizar o salto, a mulher publicou stories no Instagram a registar o passeio. “Quem foi o doido que me deixou pular de uma ponte?”, escreveu numa das publicações. Uma das imagens mostrava uma placa com os avisos “Perigo. Risco de Morte”. Esta prática não é proibida no Brasil, mas não tem uma regulamentação própria.

A Câmara Municipal de Limeira publicou uma nota a afirmar que vai levar o caso a tribunal. “Desde o início de 2025, a administração municipal tem vindo a adotar medidas e a cobrar providências junto aos órgãos federais responsáveis pela área”, diz o texto, que acusa o Governo Federal de ser o responsável pela fiscalização, manutenção e controlo de acesso àquela via em que ocorreu o acidente. “Já havíamos encaminhado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança, mas nenhuma providência concreta foi adotada”.