O troféu da cerimónia de abertura do Mundial, com dez metros de altura, foi feito por uma empresa portuguesa. Com sede em Vila Nova de Gaia, a Air Designers já é conhecida no meio, sobretudo depois de ter feito a mascote do fantasminha no Mundial de 2022 e o troféu da Taça das Nações Africanas.

Apesar da experiência na área, cada peça vem com os seus próprios desafios. Para fazer o troféu do Mundial de 2026, a empresa usou técnicas que nunca tinha experimentado, como contou ao Observador Paloma Perrone, diretora de projetos. “Tirámos inspiração de tudo o que vimos no dia a dia e usámos a criatividade para juntar e construir o resultado final”, explicou.
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Entre licra metalizada, PVC transparente e tecido costurado, são vários os materiais que constituem a peça final. Mas o troféu tem um truque: “As pessoas perguntam como é que a chapa de metal subiu tão alto, mas na verdade é insuflável. Só que os materiais imitam sempre algo para parecer realista”, relatou Perrone. Por ser uma peça insuflável, acaba também por ser mais leve. “Para transportar isto de Portugal até ao México, pusemo-lo em cima de uma palete e aquilo encolheu tudo”.
Na cerimónia de abertura no México, Danny Ocean, um artista venezuelano, e vários dançarinos atuaram à volta do troféu, colocado em cima de um palco. A FIFA publicou um vídeo no Instagram que mostra este momento.
Com apenas doze pessoas na equipa, a empresa demorou dois meses a terminar este projeto. “O que nos diferencia é que nós somos malucos o suficiente para aceitar este tipo de desafios e, a partir daí, inovar e conseguir cada vez mais atingir resultados difíceis”, afirmou. Paloma destacou três palavras-chave por detrás dos processos criativos: resiliência, teste e erro.
Fundada em 1998, por Filipe Canedo e Márcia Perrone, a Air Designers é uma empresa familiar que começou por fazer bonecos insufláveis nos postos de gasolina. Mais tarde, passou para decorações festivas, até chegar ao setor publicitário e artístico. E, agora, ao Estádio Azteca na Cidade do México.