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(A) :: Sistemas do SNS afetados por falha de energia estão "praticamente todos operacionais"

Sistemas do SNS afetados por falha de energia estão "praticamente todos operacionais"

A perturbação durou horas e afetou centros de saúde, hospitais e farmácias. Receitas manuais foram o recurso enquanto os sistemas estiveram em baixo.

Tiago Caeiro
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Uma falha de energia provocou esta sexta-feira constrangimentos em vários sistemas informáticos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), obrigando ao adiamento de consultas e exames em hospitais e centros de saúde de todo o país. O sistema que permite a prescrição de medicamentos através de receita médica (Prescrição Eletrónica Médica) ficou em baixo na manhã desta sexta-feira, avançou a SIC e confirmou o Observador junto de fonte oficial dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS). Também o sistema que permite acesso aos processos clínicos dos utentes e a requisição de exames não funcionou nos hospitais e centros de saúde, que são obrigados a fazer prescrições em papel e a adiar procedimentos agendados.

Ao início da noite, fonte dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) esclareceu que, “ao longo do dia, os serviços e sistemas foram progressivamente repostos, sendo que, neste momento, já se encontram praticamente todos operacionais”.

A mesma fonte acrescentou que a emissão de receitas e dispensa de medicamentos nas farmácias “esteve sempre garantida, uma vez que, neste tipo de situações, a Portaria n.º 224/2015, de 27 de julho, prevê que a prescrição de medicamentos possa, excecionalmente, realizar-se por via manual”. A legislação prevê também que, caso se mostre impossível a consulta da receita desmaterializada, a farmácia proceda à dispensa.

Ainda segundo a fonte, os SPMS estão a preparar um segundo polo da sua infraestrutura central, que deverá estar pronto até ao final do ano para assegurar “maior redundância e garantia de disponibilidade” dos sistemas.

https://observador.pt/2025/09/18/falha-no-sistema-informatico-do-sns-coloca-atividade-dos-hospitais-em-risco/

A interrupção dos sistemas informáticos começou cerca das 8h50 e provocou constrangimentos significativos na atividade dos centros de saúde. Segundo declarações na altura do secretário regional do Norte do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Hugo Cadavez, os profissionais não conseguiam consultar os processos dos doentes, aceder aos antecedentes clínicos, prescrever medicamentos ou requisitar exames complementares de diagnóstico.

Já em setembro do ano passado, os problemas informáticos afetaram o SNS. Na altura, o problema afetou a área das consultas em alguns hospitais e provocou limitações no processo informático de prescrição de medicamentos (PEM). Foram também registadas falhas no programa SClínico e no SIGA, de referenciação para consultas hospitalares.