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(A) :: IPO do Porto tem edifício com amianto. É um dos quase 1.400 imóveis públicos contaminados com este material cancerígeno

IPO do Porto tem edifício com amianto. É um dos quase 1.400 imóveis públicos contaminados com este material cancerígeno

Foi ainda identificado amianto em diferentes quartéis da PSP e da GNR e em escolas. Contudo, lista de imóveis não foi feita por peritos, denuncia associação.

Martim Andrade
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O edifício do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto é um dos 1.397 imóveis públicos com amianto, de acordo com a lista recém-publicada pela Estamo e citada pelo Jornal de Notícias. O IPO do Porto é, ainda, um de 96 edifícios sob alçada do Ministério da Saúde que continuam a aguardar a remoção deste material cancerígeno. A SOS Amianto alerta para uma contabilização dos edifícios públicos que pode não estar correta, referindo que esta é apenas a “ponta do icebergue”.

Não são só os edifícios do ramo da Saúde que estão englobados nesta lista. Segundo o documento a que o JN teve acesso, foi identificado amianto em diferentes quartéis da PSP e da GNR, em escolas e também noutros hospitais e centros de saúde no país.

Numa resposta enviada ao jornal, o conselho de administração do maior centro de tratamento oncológico do país confirmou a presença deste material cancerígeno no Edifício C, que diz funcionar como armazém e para outros serviços de apoio não clínicos, garantindo que este problema está a ser monitorizado pelo IPO e afastando qualquer tipo de risco para os trabalhadores e para os milhares de doentes que lá passam todos os anos.

“O material presente nas coberturas é não friável, não existe contacto direto com as pessoas e as medições da qualidade do ar interior não revelaram qualquer evidência de contaminação”, lê-se na resposta enviada ao JN. O IPO diz ter a intenção de avançar com uma requalificação do edifício contaminado, mas ainda não existem datas ou prazos para a realização das obras.

Ao JN, a presidente da SOS Amianto receia que a lista de imóveis públicos com amianto agora divulgada não corresponda à realidade. “Foi dada uma ação de formação sobre alguns materiais sobre os quais se suspeitava conterem amianto, por pessoas que tinham algum conhecimento, mas que não eram peritos. O trabalho foi feito, na maior parte dos edifícios públicos, por funcionários públicos. Exceto no Ministério da Justiça, que contratou peritos para fazer o inventário”, afirma Carmen Lima.