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Greve Geral. Atividade económica teve quebra de 5,1%, afirma Banco de Portugal

Indicador calcula dados como consumo de energia, tráfego de veículos comerciais pesados nas autoestradas e compras com cartões. Última contração tinha sido registada na greve geral de dezembro.

Agência Lusa
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A atividade económica em Portugal teve uma quebra de 5,1% a 3 de junho, dia da greve geral, na que foi a maior contração num dia útil desde a greve geral de dezembro, segundo dados publicados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal (BdP) .

Numa nota que acompanha o indicador diário de atividade económica (DEI), o BdP refere que na semana terminada a 7 de junho, foi verificada “uma taxa de variação homóloga da atividade abaixo da observada na semana anterior, numa semana marcada pela greve geral“.

Em particular, no dia 3 de junho, quando ocorreu a greve geral convocada pela CGTP contra a reforma laboral proposta pelo Governo apoiado por PSD e CDS-PP, este indicador apresentou uma contração de 5,1%.

Este indicador agrega dados de alta frequência relacionados com a atividade económica em Portugal, como por exemplo o tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

Esta é a variação negativa mais alta verificada num dia útil desde a greve geral de 11 de dezembro, quando foi registada uma contração de 6,3%. A greve de dezembro foi convocada pelas duas principais centrais sindicais em Portugal: CGTP e UGT.

Antes destas duas contrações, a maior contração tinha sido registada a 28 de abril de 2025, quando um corte generalizado no abastecimento elétrico deixou Portugal continental, Espanha e Andorra praticamente sem eletricidade, bem como uma parte do território de França. Na ocasião, a contração registada neste indicador foi de 14,5%.