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Sardenha. Autarquia causa polémica ao proibir chapéus de sol para pessoas entre dez e os 65 anos

Novas regras devem-se aos fenómenos climáticos extremos que colocam em risco as dunas e incluem também o pagamento de uma entrada por pessoa que varia entre os cinco e os dez euros.

Ricardo Reis
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A praia de Punta Molentis, em Sardenha, na Itália, está no centro de uma grande polémica no país. De acordo com as novas regras, publicadas no dia 3 de junho no site oficial da Câmara Municipal de Villasimius, pessoas entre os dez e os 65 anos estão proibidas de usar chapéus de sol na praia, com o objetivo de proteger as dunas.

“O ecossistema de Punta Molentis é um dos mais valiosos do nosso território, mas também um dos mais frágeis”, esclarece a câmara municipal, justificando o aperto das regras com os incêndios de 2025 e “os eventos climáticos excecionais [que] reduziram a capacidade das dunas e colocaram habitats e a biodiversidade à prova“.

Com as novas regras, apenas famílias com crianças até dez anos podem ter um chapéu de sol, por agregado familiar e para quem tem mais de 65 anos, é permitido o uso de um guarda-sol por pessoa. Está também proibida a colocação de chapéus de sol, toalhas, tendas, ou “qualquer outro equipamento” durante a noite.

Além disso, a entrada na praia fica limitada a 150 pessoas em simultâneo, e ao pagamento de uma entrada de dez euros por pessoa, que chegue por terra, enquanto quem chega por mar paga cinco euros.

Por outro lado, pessoas com deficiência estão isentas das novas regras, assim como “um acompanhante por cada pessoa com incapacidade comprovada”.

As medidas não caíram bem junto da população. Na publicação do Facebook da autarquia, os protestos de internautas variam entre os que consideram o carácter insólito das novas medidas e os riscos para a saúde dos veraneantes.

“Na família tenho dois maiores de 65 anos e uma menor de nove anos: acumulo pontos? Ou tenho desconto no bilhete? Se entrássemos separadamente, depois podíamos juntar as sombras?”, questiona um internauta.

“Aconselho o presidente da câmara e toda a vereação que votou a favor deste cenário degradante a fazerem uma boa visita a um dermatologista, para aprenderem a conhecer os riscos de cancro da pele a que nos estão a expor para lucrar à custa de quem quer desfrutar do mar de Punta Molentis”, lê-se noutro comentário.

A praia esteve fechada devido aos incêndios de julho de 2025 e reabriu em junho, estando estas novas regras em vigor até dia 31 de outubro, de acordo com a agência de notícias italiana ANSA.