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(A) :: "Nunca fui arguido nem suspeito". Judoca Jorge Fonseca garante não ter comprado nem consumido produto do Uber da Droga

"Nunca fui arguido nem suspeito". Judoca Jorge Fonseca garante não ter comprado nem consumido produto do Uber da Droga

Atleta olímpico rejeita ter participado em "atividade criminosa". "Não chegou a existir qualquer compra ou consumo", garante em comunicado. Tribunal colocou-o na lista de clientes de Uber da Droga.

Manuel Nobre Monteiro
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O judoca olímpico Jorge Fonseca emitiu esta terça-feira um comunicado para esclarecer a sua ligação ao caso conhecido como Uber da Droga, afirmando, de forma “inequívoca”, que nunca foi “arguido nem suspeito” no processo — uma informação que o Observador já tinha avançado, uma vez que o atleta olímpico foi ouvido como testemunha. Ainda assim, no acórdão a que o Observador teve acesso, o judoca é mencionado, juntamente com cerca de outras 20 pessoas, como um dos clientes do Uber da Droga, de quem teria recebido, em troca de um pagamento, produto estupefaciente.

Na nota divulgada nas redes sociais, o judoca português esclareceu que a sua ligação se limitou ao que já tinha sido “publicamente referido, sem qualquer envolvimento no tráfico ou consumo de substâncias ilícitas”. “O que esteve em causa não foi qualquer consumo ou atividade criminosa, porque nunca consumi substâncias psicotrópicas, nem chegou a existir qualquer compra ou consumo, tendo a situação sido esclarecida em sede própria, como já é do conhecimento de todos”, escreveu.

Fonseca recordou ainda que, enquanto atleta profissional, é sujeito há vários anos a controlos antidoping regulares por parte de entidades nacionais e internacionais, tanto em períodos de competição como de treino ou férias.

“Lamento o incómodo causado à minha família, ao meu clube e a todos os que me têm acompanhado. Continuarei focado na minha vida pessoal e desportiva, ainda com maior responsabilidade e respeito”, lamentou, ainda, no comunicado.

https://observador.pt/especiais/a-lista-de-clientes-vip-do-uber-da-droga-que-a-psp-apanhou-atores-um-atleta-olimpico-funcionarios-da-tap-e-concorrentes-de-reality-shows/

Em causa está a investigação que desmantelou uma rede de tráfico de droga liderada por Nuno Ricardo, o homem que a PSP batizou de “Uber da Droga”. Além de figuras públicas, a carteira de clientes incluía participantes de reality shows, funcionários da TAP e empresários da restauração.

O nome de Jorge Fonseca surgiu nos registos de uma chamada com o sócio de Nuno, Leonel. Ao Observador, o advogado do judoca olímpico explicou que, “uma noite, alcoolizado, juntamente com uns amigos”, o atleta ligou ao amigo “para ele lhe dispensar quatro pastilhas de ecstasy“. E acrescentou: “É verdade que se deslocaram junto do Leonel, mas o Jorge nunca chegou a tomar qualquer substância psicotrópica, mesmo estando de férias dos campeonatos. Nem naquele momento nem noutro, ou qualquer outro tipo de substância, como é fácil de provar pela quantidade de vezes que é controlado ao longo do ano em períodos de treinos e competições pelas entidades nacionais e internacionais responsáveis por esses controlos”, refere o advogado João Ferreira. “Naquele momento, ponderou bem o que iria fazer, e decidiu não o fazer.”