Sam Bankman-Fried, criador e ex-CEO da plataforma de negociação de criptomoedas FTX, apresentou formalmente um pedido de indulto presidencial, de acordo com a Bloomberg. Em março de 2024, foi condenado a 25 anos de prisão pelos crimes de fraude, branqueamento de capitais e conspiração.
Bankman-Fried, de 34 anos, foi um dos responsáveis pelo colapso da plataforma, em novembro de 2022. Foi acusado pelos procuradores federais de roubar 8 mil milhões de dólares (cerca de 6,9 mil milhões de euros) aos clientes, que terão sido usados para financiar um estilo de vida abastado e fazer investimentos arriscados.
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Mais de dois anos após a condenação, o empresário solicitou um “perdão após o cumprimento da pena”, como se lê no site oficial do Departamento de Justiça norte-americano. Este tipo de perdão não anula a pena em si, mas visa a recuperação dos direitos civis, como o direito de voto e a eliminação de obstáculos na aquisição de uma casa ou no acesso ao mercado de trabalho.
A sentença de 25 anos é mais reduzida do que a pena de 40 a 50 anos que os procuradores norte-americanos pediram. Já a defesa defendeu uma condenação de até seis anos de prisão, argumentando que SBF, como é conhecido, “não é um génio do mal”. O juiz optou por 25 anos, quando a pena máxima dos sete crimes a que foi condenado ascendia a 110 anos.
Embora SBF tenha pedido desculpa aos clientes e lamentado a queda da plataforma, o juiz realçou que o norte-americano “não demonstrou uma palavra de remorso” pelos crimes e que existe o risco de que possa vir a cometer algum crime semelhante.
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Durante algum tempo, Sam Bankman-Fried foi considerado um magnata cripto. Fundou a corretora Alameda Research em 2017 e, dois anos depois, criou a FTX, dedicada à negociação de criptoativos. Era acionista maioritário das duas empresas que, em teoria, funcionavam de forma independente – o que se revelou não ser verdade.