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(A) :: Londres. Pais saltam do 36.º andar com filho de nove anos que sofria de doença renal terminal

Londres. Pais saltam do 36.º andar com filho de nove anos que sofria de doença renal terminal

Sid, de nove anos, nunca foi à escola devido à doença renal incapacitante. Polícia investiga o caso como possível homicídio seguido de suicídio motivado pela doença do filho.

Cristina Gordon
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A polícia britânica está a investigar como possível homicídio seguido de suicídio a queda de um casal e do filho de nove anos, que sofria de uma doença terminal, do 36.º andar do prédio Highpoint, em Elephant and Castle, Londres. O prédio — de 46 pisos, perto da Churchyard Row — é considerado um dos mais altos da zona e tudo aconteceu no passado dia 27 de maio, avança o The Telegraph.

A “horrenda decisão” do casal terá sido motivada pela condição clínica de Sid, o filho de nove anos. Segundo uma carta dirigida aos moradores, escrita pelo deputado trabalhista local Neil Coyle, a criança nasceu com “doenças graves” e sofria de uma doença renal: “É uma tragédia terrível, uma família de três pessoas. Simplesmente horrível. Alguns eleitores testemunharam o sucedido. Há indícios de que a criança nasceu no Reino Unido com doenças graves, o que, segundo a polícia, contribuiu para a decisão horrenda.”

O alerta foi dado por testemunhas da queda. Os serviços de emergência encontraram Rakesh Pai, de 47 anos, e Aditi Paralkar, de 46, e Sid nas imediações de Churchyard Row. Os paramédicos tentaram reanimá-los, mas sem sucesso, e os óbitos foram declarados no local.

https://twitter.com/DailyMail/status/2063950210942836762?s=20

Os pais, Rakesh Pai e Aditi Paralkar, nasceram na Índia em 1979 e trabalhavam respetivamente como consultores nas áreas das finanças e construção, avança o Daily Mail. Devido à sua condição, por vezes incapacitante, Sid nunca frequentou uma escola pública e desde cedo começou a estudar em casa. O cuidado contínuo com o filho “teve um enorme impacto na saúde mental” de Paralkar, afirmou uma amiga próxima do casal, citada pelo jornal britânico. Os pais terão procurado tratamento para a criança na Índia em 2020, mas acabaram por regressar à Grã-Bretanha no ano passado, depois de este não ter melhorado.

“Nada disto faz sentido para nós“, disse um amigo da família. “Embora fosse óbvio que Adi estava a sofrer, Rakesh era o mais calmo dos dois. Ele estava a lidar muito bem com a situação, tendo em conta a doença de Sid e a pressão que todos estavam a sofrer”, confessou.

Uma vizinha que vivia perto da família confessou ao The Sun que ouviu “gritos e berros” vindos de um dos apartamentos do edifício, duas semanas antes da tragédia, mas garantiu que situações semelhantes não se repetiram.

No dia 28 de maio, os moradores da torre residencial de luxo receberam um e-mail que dava a conhecer o aumento da presença policial e possíveis condicionamentos nas estradas, na sequência das diligências que decorrem.

As causas das mortes serão formalmente apuradas num inquérito e o Tribunal de Justiça de Southwark está encarregue do caso.

*Texto editado por Cátia Andrea Costa