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Mette-Marit: o passado com drogas, o filho condenado, o escândalo Epstein e o transplante que ameaça o trono

Com prognóstico de menos de um ano de vida, a princesa herdeira da Noruega foi finalmente operada ao pulmão. Com um passado polémico, a recuperação difícil é mais uma pedra no caminho ao trono.

Sâmia Fiates
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Quando em março Mette-Marit concordou em falar com a estação pública norueguesa NRK sobre o seu envolvimento com Jeffrey Epstein, a princesa já enfrentava os sintomas mais severos da fibrose pulmonar para a qual foi diagnosticada em 2018. A conversa não poderia durar mais do que 20 minutos, devido às dificuldades respiratórias. A partir deste mês, a mulher de Haakon passou a ser fotografada em público com um equipamento de suporte de oxigênio. A princesa herdeira está gravemente doente e acho que o seu estado piorou ultimamente. Por isso, estou preocupado com a sua saúde. Usa oxigénio no dia a dia, e isso ajuda um pouco”, disse o príncipe em declarações aos jornalistas no final de maio. Os médicos já tinham avançado em dezembro de 2025 que havia hipótese de a princesa tornar-se elegível para um transplante de pulmão — a 5 de junho a Casa Real norueguesa confirmou que Mette-Marit havia sido incluída na lista de espera. O médico-chefe pneumologista do hospital Rikshospitalet, Are Holm, disse que a equipa médica tinha “motivos para acreditar que lhe resta apenas um ano de vida“. Duas semanas depois, a 17 de junho, um novo comunicado a confirmar que Mette-Marit foi submetida à operação, que foi bem sucedida.

A cirurgia acontece numa altura complicada para a família real norueguesa. Na segunda-feira, 15 de junho, o filho mais velho da princesa, fruto de uma relação anterior, foi condenado a quatro anos de prisão por 34 crimes, entre os quais duas violações. Marius Borg Høiby, que foi detido em fevereiro, um dia antes do início do julgamento, ainda tentou permanecer em regime de prisão domiciliária, para acompanhar a mãe antes da cirurgia, mas teve o pedido negado pelos tribunais noruegueses. A Casa Real divulgou a notícia do transplante dois dias depois de ser conhecido o veredicto no caso — apesar de não revelar quando a cirurgia aconteceu efetivamente, o que poderá ter sido até no mesmo dia da leitura da sentença. Tudo num período em que Mette-Marit volta a estar sob escrutíno, depois de serem divulgadas as mensagens trocadas com Jeffrey Epstein ao longo de vários anos. Uma situação que, de resto, não é propriamente nova para a princesa.

Os anos rebeldes

Nascida a 19 de agosto de 1973 em Kristiansand, Mette-Marit Tjessem Høiby é a mais nova dos quatro filhos de Marit Tjessem e Sven Olaf Bjarte Høiby. Na infância estudou na escola Slettheia, na sua cidade natal. Contudo, durante a secundária, fez um programa de intercâmbio na Austrália. Depois, Mette-Marit licenciou-se pela Universidade de Agder e pela Universidade de Oslo; tirou um curso na Escola de Estudos Orientais e Africanos na Universidade de Londres e um mestrado em gestão na Norwegian Business School.

Mette-Marit e Haakon começaram a namorar em 1999, depois de serem apresentados por amigos em comum. O noivado foi anunciado apenas seis meses depois do primeiro encontro. As informações de educação da princesa estão disponíveis no site oficial da realeza, contudo, o que Mette-Marit fez entre a graduação e o casamento com o príncipe herdeiro Haakon é uma página virada para a família. O pouco que se sabe, vem das notícias de tabloides noruegueses da época — e que posteriormente foi confirmado de forma vaga pela própria Mette-Marit a dias de se casar com o príncipe.

Empregada de mesa e mãe solteira, a escolha do príncipe herdeiro não era propriamente o que a sociedade norueguesa esperava para uma futura rainha. E a imprensa passou rapidamente a divulgar informações sobre o passado da futura princesa.

Terá sido durante os anos na Universidade de Oslo que Mette-Marit viveu os seus “anos rebeldes”. No ano 2000 a imprensa norueguesa avançou histórias sobre o envolvimento da noiva de Haakon com drogas e a sua constante presença num ambiente de festas estilo rave. Também foi nesta altura que conheceu Morten Borg, que havia sido preso em 1991 por posse de cocaína, além de ter tido outros problemas com a justiça, envolvendo casos de violência, drogas e condução sob o efeito de álcool. Do breve relacionamento com Morten Borg nasceu Marius, em janeiro de 1997. Mette-Marit passou a trabalhar como empregada de mesa nos anos seguintes para ser capaz de criar o filho. Apesar de ter presenciado a época mais rebelde da agora princesa, Morten Borg nunca falou com a imprensa norueguesa nem divulgou detalhes da relação com Mette-Marit. O agora empresário e analista financeiro sempre teve, aliás, uma relação cordial com os príncipes herdeiros, tendo sido um dos convidados do casamento, em 2001.

Entretanto, quem foi uma fonte para um dos tabloides noruegueses mais populares, o Se og Hør, foi o pai de Mette-Marit, Sven O. Høiby. De acordo com a revista de negócios norueguesa Kapital, o jornal pagou o equivalente a 37 mil euros em subornos, entre 2000 e 2001, para que Høiby revelasse episódios íntimos ou segredos da vida da princesa. As informações ajudaram a construir a biografia não autorizada de Mette-Marit, escrita pelo jornalista Håvard Melnæs, e publicada pela editora do tabloide, em 2001.

A poucos dias do casamento, Mette-Marit falou publicamente sobre os rumores, como recorda o britânico Independent. “A minha juventude rebelde foi mais forte do que a de muitas pessoas”, disse a então noiva de Haakon, que na altura tinha 28 anos. “Passei dos limites e sinto muito por isso”, reconheceu ainda Mette-Marit. “Na altura era importante para mim viver no limite daquilo que era aceite”, afirmou, já às lágrimas. “Quero aproveitar a oportunidade para condenar o uso de drogas”.

O noivado foi anunciado a 1 de dezembro de 2000 e o casamento decorreu a 25 de agosto de 2001, na Catedral de Oslo. O casal mudou-se para Skaugum, a residência oficial dos príncipes herdeiros até os dias atuais, em dezembro de 2003 — em janeiro de 2004 deram as boas vindas à primeira filha, Ingrid Alexandra. Sverre Magnus nasceu quase dois anos depois, em dezembro de 2005.

O filho problema

Num ano em que as polémicas de Mette-Marit voltam à tona com o caso Epstein e a doença progride de forma agressiva, a princesa também enfrenta o culminar de escândalos do filho mais velho, fruto da relação anterior ao casamento com Haakon. Marius Borg Høiby foi detido pela primeira vez em agosto de 2024, por suspeita de agressão à então companheira. Essa detenção desencadeou uma série de outras denúncias por parte de várias vítimas — que resultou numa acusação por quase 40 crimes, entre os quais quatro violações, que terão ocorrido entre 2018 e 2024. Ainda antes do arranque do julgamento, em fevereiro de 2026, o jovem foi detido preventivamente, por suspeita de agressão e violação de uma ordem de restrição contra uma das alegadas vítimas. O enteado do príncipe Haakon assumiu algumas das ofensas menos graves, como ter violado ordens de restrição e ter conduzido em excesso de velocidade. A 15 de junho foi condenado pelo Tribunal de Oslo a quatro anos de prisão, por 34 crimes, entre os quais duas violações, e ao pagamento de indemnizações a quatro vítimas, totalizando mais de 50 mil euros.

Nascido a 13 de janeiro de 1997, Marius entrou para a família real aos quatro anos, quando a sua mãe se casou com o príncipe herdeiro da Noruega. Apesar de nunca ter recebido nenhum título real e não desempenhar um papel oficial na realeza norueguesa, Høiby foi criado em Skaugum, junto dos irmãos príncipes — Ingrid Alexandra e Sverre Magnus — e o seu nome é citado no site oficial da realeza como um dos “três filhos na família dos príncipes herdeiros”. O jovem foi tão bem acolhido no seio familiar que chegou a integrar fotografias oficiais ao lado da mãe, do padrasto, do Rei Harald V e da Rainha Sonja.

Ainda antes das acusações de violência sexual, Marius já tinha tido problemas com a lei. Em 2017 foi multado por posse de cocaína num festival de música. Depois da detenção de agosto de 2024, o jovem assumiu num comunicado que agiu “sob a influência de substâncias como álcool e cocaína”, e afirmou sofrer de “doenças mentais sérias”. Høiby deixou de viver na residência oficial dos príncipes herdeiros em agosto de 2025, já depois de ser divulgada a acusação do Ministério Público. Em dezembro do mesmo ano tornou-se público que era a avó materna, Marti Tjessem, a pagar pela defesa do jovem, pelo menos 116 mil euros em custas judiciaisDe acordo com o jornal Se og Hør, a mãe de Mette-Marit, de 88 anos, tinha em 2024 um património líquido de 230 mil euros, com uma renda anual de cerca de 35 mil euros, o que significa que terá cedido quase metade do seu património.

A amizade íntima com Epstein

No final de janeiro o Departamento de Justiça norte-americano divulgou a última tranche de ficheiros do caso Epstein, com mais de três milhões de páginas de documentos, mensagens e emails trocados entre o criminoso sexual e diversas personalidades da política, entretenimento e realeza. Foi nesta divulgação que ficou claro o teor das conversas entre a princesa da Noruega e Epstein, que incluíam comentários sobre Paris ser uma cidade “boa para o adultério”, ou que “escandinavas dão boas esposas”.

Na altura da divulgação, Mette-Marit desculpou-se por se ter relacionado com Epstein: “Demonstrei falta de bom senso e lamento profundamente ter tido qualquer contacto com Epstein. É simplesmente confrangedor.” Dois meses depois, numa entrevista inédita à estação pública NRK, a princesa disse que a relação com Epstein não passou de “amizade”; mesmo quando questionada sobre o tom íntimo de algumas mensagens. “Não vejo dessa forma. Vejo como um tom amigável“, afirmou a princesa. “Leram os diálogos, podem tirar as vossas conclusões. Sabem o que lá está escrito. São piadas entre amigos, num tom amigável. Não há nada de especial. Mas é um tom amigável inapropriado. Não gosto de ver estes emails nos jornais, acho confrangedor. Sinto que estava numa altura em que achava o meu papel um pouco difícil e vi em Epstein uma pessoa em quem eu podia confiar numa fase desafiante da minha vida. Estava muito enganada.”

As trocas de mensagens sugerem que Mette-Marit conheceu Epstein através de um amigo próximo, o investidor de capital de risco em biotecnologia Boris Nikolic. O consultor científico da fundação de Bill e Melinda Gates conheceu a princesa na Suíça, durante o Fórum Económico Mundial, em janeiro de 2011. Um mês depois, Nikolic, que foi nomeado “executor sucessor” no testamento de Epstein, enviou um email ao amigo a dizer que tem uma amiga que vai para Nova Iorque em março e que gostaria de o apresentar. “Ela é ótima! Perversa”, sugere, afirmando que “não é uma realeza típica“. Numa troca de emails de outubro de 2011, Mette-Marit assume que pesquisou o nome de Epstein no Google. “Concordo que não parecia muito bom”, escreveu. Um mês depois, Nikolic escreve para o amigo a questionar: “O que se passa com Mette agora? Ela quer carregar um bebé seu”, ao que Epstein responde: “Mette é uma confusão”. Epstein terá mantido contacto frequente com a princesa da Noruega desde então. Entre 2012 e 2013 há várias trocas de emails entre assistentes do milionário e da mulher do príncipe Haakon a combinar visitas em Paris, na Florida e em Nova Iorque. Em abril de 2012, por exemplo, Nikolic disse que a princesa “não está a gostar de passar tempo em Oslo. Está em Paris”.

Um dos pontos de maior polémica em relação à amizade de Mette-Marit com Epstein tem a ver com o facto de ambos se terem conhecido quando o milionário já tinha sido condenado por solicitar a prostituição de uma menor e cumprido pena de prisão pelo crime. A princesa sempre alegou não saber do passado criminoso do norte-americano. Questionada pela NRK sobre o que pesquisou no Google e o que encontrou sobre Epstein, Mette-Marit disse não se lembrar. “Passei muito tempo a tentar descobrir isso sozinha. Gostaria de ter o restante daquela troca de emails. Não sei o que encontrei, e não sei se era alguma informação que ele havia me pedido para pesquisar no Google. Gostaria de ter me lembrado do que era, provavelmente teria facilitado um pouco a minha vida agora”, disse, adicionando: “Mas se eu tivesse encontrado informações que me fizessem perceber que ele era um abusador e criminoso sexual, eu não teria desenhado um emoji a sorrir“.

Ao longo dos mais de três anos de aparente contacto da princesa da Noruega com Jeffrey Epstein, os dois ter-se-ão encontrado várias vezes entre Paris, Nova Iorque e Florida — a mulher do príncipe herdeiro Haakon terá ficado hospedada na casa do milionário e criminoso sexual em Palm Beach por quatro dias em 2013. Noutro email de 2013, Mette-Marit terá agendado um horário para clarear os dentes com o dentista de Epstein, na Florida. A princesa ainda terá ficado hospedada na casa do condenado sexual, em Palm Beach, em janeiro, com uma professora de meditação — Epstein não estava na propriedade, mas fez questão de pedir aos seus assistentes que a alojassem num quarto com acesso a uma varanda, para que a princesa pudesse fumar durante a madrugada. Durante a estadia, terá sido fotografada, de acordo com um email de fevereiro enviado ao milionário por uma pessoa que teve o seu nome escondido pelo Departamento de Justiça norte-americano. “Percebi que algumas fotos tiradas por si foram usadas no que o meu instinto diz não ser a forma apropriada. Estas fotografias incluem Mette na sua propriedade. Tenho a certeza que não foi com má intenção, apenas não foi um bom julgamento”, diz a mensagem. Em setembro, assistentes de Epstein voltaram a tentar marcar um encontro entre os dois, apesar de não haver menção sobre se a reunião de facto aconteceu.

Na entrevista de março de 2026 Mette-Marit disse que nunca viu nada que pudesse sugerir que Epstein estivesse envolvido em atividades criminosas quando esteve na propriedade do milionário. “Todas as pessoas que conheci relacionadas com Epstein eram adultas. Nunca vi nada ilegal”. Contudo, a princesa acabou por revelar um episódio que havia sido mantido em segredo. “Epstein comportou-se comigo de uma maneira que eu não gostei. Não posso esconder isso”, conta. “Quando chegou, no último dia da nossa estadia em Palm Beach, colocou-me numa situação que me deixou tão insegura que liguei para a casa do Haakon”, revelou. Também o príncipe fez questão de defender a mulher nesta altura da entrevista. “Lembro-me da conversa. Foi uma situação em que ela se viu colocada, que a fez sentir-se insegura e que a fez não querer mais estar lá. E isso provavelmente também a fez pensar que essa pessoa não gostava dela.” Os príncipes não quiseram desenvolver mais sobre o que terá ocorrido na casa, mas de acordo com a estação de televisão NRK, não terá sido uma agressão física.

Depois do incidente, Mette-Marit ainda esteve em contacto com Epstein por pelo menos mais um ano. “Acho que foi porque ele era muito manipulador e se aproveitou do facto de termos um amigo em comum, e de eu ser ingénua. Gosto de acreditar no melhor das pessoas. Mas também optei por encerrar o contacto com ele, e foi por causa de episódios como esse”, disse a princesa.

A futura rainha

Ainda antes de trocarem alianças, Haakon admitiu ao The Times que o casal chegou a considerar que o casamento poderia ser impossível. “Para nós, essa foi uma escolha que fizemos. Acho importante ver as pessoas como indivíduos, e quando conheci a minha noiva, foi algo muito especial”, afirmou o filho de Harald V, admitindo que avaliou a possibilidade de abdicar do trono pelo casamento. “É algo em que pensamos, mas nunca foi algo que planeámos fazer”, disse, na entrevista em 2001.

Se na altura a opinião pública não era unânime sobre ter Mette-Marit como rainha, a onda de escândalos envolvendo o seu nome nos últimos meses não ajudou. Numa fase em que a saúde do Rei Harald V, de 89 anos, o monarca mais velho a reinar na Europa, tem dado sinais de falha, um inquérito do jornal norueugês VG revela que quase metade dos leitores, 47%, não acha que a princesa se deva tornar rainha. O apoio a Haakon, entretanto, de acordo com o Aftenpost, ronda os 70%.

A situação de saúde de Mette-Marit, entretanto, será agora o maior limitador no caminho ao trono. O hospital Rikshospitalet, onde a princesa foi operada e deve permanecer internada pelas próximas semanas, é o único a realizar transplantes de pulmão na Noruega. Há cerca de 30 cirurgias por ano, e no início de junho havia oito pessoas na lista de espera. O país costuma ter cerca de 120 doadores de órgãos por ano, porém apenas um quarto dos casos são adequados para transplante — entretanto, o órgão poderá ter vindo de qualquer país europeu. “Tem que ser o tipo sanguíneo correto. E temos que garantir que o recetor não tenha anticorpos contra o tipo de tecido do doador”, explicou o médico Are Holm na conferência de imprensa. Também o médico cirurgião-chefe, Arnt Fiane, explicou que a cirurgia é de grande porte, levando entre três e cinco horas. “Temos que abrir o tórax e conectá-lo a uma máquina coração-pulmão, como numa cirurgia de coração aberto. O coração é parado. Os pulmões doentes são removidos, e essa pode ser a parte mais difícil de todo o procedimento”.

Depois da operação, o paciente pode permanecer no hospital por meses, e a recuperação é muito delicada, com risco de sangramento, infeção, insuficiência renal e outras complicações. Mesmo depois do transplante, especialistas alertam que o cenário não é animador: o paciente precisa de tomar medicamentos imunossupressores o resto da vida e uma em cada oito pessoas não sobrevive ao primeiro ano. Após dez anos, apenas cerca de metade continua viva.

A doença determina se eu posso desempenhar o meu papel ou não“, disse Mette-Marit, ao ser questionada sobre o futuro na entrevista à NRK em março. “Vivo com uma doença grave, e é isso que caracteriza o meu dia a dia agora. É isso que determina se eu consigo ou não desempenhar o meu papel”, destacou ainda. “Mas tenho muita fé na importância da monarquia na Noruega. E tenho muita fé de que a confiança é um dos valores mais importantes da nossa sociedade. Espero sinceramente que, com o tempo, isso não enfraqueça a confiança na instituição. Isso seria muito triste para mim. E Haakon é a pessoa que eu mais respeito no mundo todo. Tenho muita fé nele. Então, quero estar ao lado dele nesse projeto, sim. Se eu tiver a oportunidade, considerando minha saúde.”

Haakon, por sua vez, fez questão de destacar que “quer ter Mette na sua equipa”. “Acho bom pensar na base que a princesa herdeira e eu construímos. Nossa base é sólida. Estamos juntos há mais de 25 anos. E, felizmente, conseguimos construí-la de forma a nos mantermos unidos. E quando nos casamos, é para os bons e os maus momentos”.