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Putin revela "grande segredo militar": ataque com míssil Oreshnik a Kiev foi um teste para "observar resultados"

Presidente russo confessou que o míssil Oreshnik utilizado no ataque a Kiev de 24 de maio não teve "utilização em combate no verdadeiro sentido", servindo apenas para medir os efeitos no terreno.

Manuel Nobre Monteiro
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O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou esta quinta-feira que o míssil balístico Oreshnik lançado contra a região de Kiev, na Ucrânia, no dia 24 de maio, teve como objetivo testar o sistema e recolher dados para futuras utilizações.

Durante uma conferência de imprensa, Putin disse que o ataque serviu para “observar os resultados” em condições reais. “Vou revelar um grande segredo militar de Estado. Simplesmente atacámos onde era conveniente observar os resultados”, afirmou, citado pelo Ukrainska Pravda.

O Presidente russo acrescentou, ainda, que o míssil Oreshnik “não teve uma única utilização em combate, no verdadeiro sentido da palavra, em território ucraniano“.

https://observador.pt/2026/05/25/mais-rapido-que-o-som-e-usado-apenas-3-vezes-como-e-o-missil-oreshnik-disparado-no-ultimo-ataque-da-russia-contra-a-ucrania/

Putin referiu que drones russos acompanharam a operação para avaliar com precisão os efeitos do impacto no terreno. “Os nossos drones entraram, atingiram o alvo e observaram simplesmente como os blocos em expansão eram colocados. Calcularam tudo ao milímetro“, explicou, sublinhando que a informação recolhida será usada para futuras decisões sobre a utilização do sistema.

O Oreshnik é um míssil balístico hipersónico de médio alcance, segundo descrevem os peritos citados pela agência Reuters. E o seu alcance pode ir além dos 4 mil quilómetros. A grande vantagem desta arma é que tem capacidade para transportar e lançar múltiplas ogivas, que podem atingir diferentes alvos ao mesmo tempo (como acontece com outros mísseis balísticos, como é o caso do RS-26 Rubezh, no qual o Oreshnik se inspira). Ou seja, um único míssil deste tipo pode transportar até seis ogivas, sendo que cada uma destas ogivas pode estar equipada com várias munições e ser apontada a diferentes alvos.

Segundo Moscovo, o míssil já terá sido utilizado em três ocasiões. A primeira ocorreu em novembro de 2024, quando atingiu a cidade de Dnipro. A segunda aconteceu no início de janeiro deste ano, com um ataque à região de Lviv. A terceira terá sido a de 24 de maio, agora descrita por Putin como um teste operacional.