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(A) :: Presidente cubano condena "agressividade e perversidade" dos EUA após novas sanções

Presidente cubano condena "agressividade e perversidade" dos EUA após novas sanções

Díaz-Canel prometeu resistir ao "ataque imperialista" num contexto de crescente pressão de Trump sobre a ilha. Tesouro norte-americano congelou bens e proibiu transações com o líder cubano e família.

Agência Lusa
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O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, condenou na quinta-feira a “agressividade e perversidade” dos Estados Unidos, após a imposição de novas sanções norte-americanas a si e à sua família e a vários elementos da família Castro.

“A agressividade e a perversidade do Governo ianque confrontar-se-ão com a nossa determinação de enfrentar os piores cenários e resistir ao ataque imperialista”, declarou o chefe de Estado cubano na rede social X.

Estas sanções “pretendem reforçar as medidas de embargo e o clima de conflito entre Cuba e os Estados Unidos”, acusou Díaz-Canel.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções financeiras a Díaz-Canel, à mulher, Lis Cuesta, ao enteado, Manuel Anido Cuesta, ao coronel Alejandro Castro Espin – filho do ex-presidente Raúl Castro – e ao seu filho, Raúl Alejandro Castro Calis.

O Governo do Presidente norte-americano, Donald Trump, impôs também sanções ao Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba e aos Comités de Defesa da Revolução (CDR), uma rede de comités de bairro criada para articular o apoio popular à revolução comunista.

A lista de entidades sancionadas é completada com o Instituto Cubano de Amizade com os Povos, a empresa mineira La Victoria e a agência de viagens Amistur.

As sanções proíbem transações financeiras e comerciais com as pessoas e entidades designadas, cujos bens sob jurisdição dos Estados Unidos ficam congelados.

Esta ronda de sanções faz parte da estratégia do Governo republicano de pressionar Cuba para forçar mudanças económicas e políticas na ilha caribenha, enquanto Trump repete que, devido à sua situação geográfica, a apenas 150 quilómetros da Florida, ela constitui “uma ameaça extraordinária à segurança nacional dos Estados Unidos”.

Desde a captura do então Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, num ataque militar norte-americano a 3 de janeiro deste ano na Venezuela, Trump impôs um embargo petrolífero a Cuba, o que agravou a crise económica do país, e tem repetidamente ameaçado “assumir o controlo” da ilha.

O Departamento de Justiça norte-americano apresentou também no mês passado uma acusação formal contra Raúl Castro por alegada responsabilidade na queda, em 1996, de dois aviões pertencentes a uma organização de exilados cubanos, que resultou na morte de quatro pessoas.

Neste contexto, Washington e Havana têm mantido negociações discretas nas quais Raúl Guillermo Rodríguez Castro, um dos netos de Raúl Castro, conhecido como “El Cangrejo” (“O Caranguejo”), terá atuado como um dos interlocutores cubanos.

O Governo de Cuba insiste que qualquer mudança no país deve ser decidida pelo povo cubano e denuncia que os Estados Unidos estão a preparar uma agressão militar à ilha.