O parlamento do Estado de Nova Iorque, no nordeste dos EUA, aprovou um projeto de lei que impõe uma moratória de um ano na emissão de licenças para a construção de centros de dados.
Um porta-voz da senadora Liz Krueger, autora do projeto de lei que acabou por ser incorporado numa legislação mais ampla, confirmou à agência de notícias France-Presse que tanto a Câmara dos Representantes como o Senado votaram a favor, na quinta-feira.
O documento irá agora seguir para a governadora Kathy Hochul, que tem poder de veto.
Caso a governadora ratifique o projeto de lei, Nova Iorque tornar-se-á o primeiro Estado norte-americano a impor uma moratória a centros de dados.
Em abril, o parlamento do Maine, também no nordeste dos EUA, votou a suspensão de todos os novos projetos de grandes centros de dados, mas a governadora Janet Mills vetou a medida, argumentando que não incluía uma isenção para projetos locais.
Um número crescente de eleitores e de autoridades eleitas está a mobilizar-se a favor de uma proibição ou regulamentação mais rigorosa de centros de dados, que estão a proliferar pelos Estados Unidos.
Com o rápido desenvolvimento da internet e da computação em nuvem, as instalações são muito procuradas pelas grandes empresas de inteligência artificial (IA), que necessitam delas para desenvolver e executar modelos de linguagem.
No entanto, os críticos destacam que os centros consomem uma quantidade significativa de electricidade e água potável, causam poluição sonora e criam um número limitado de empregos.
O projeto de lei aprovado pelo parlamento de Nova Iorque foi apresentado por Kristen Gonzalez, que pertence à Aliança Socialista Democrática, o partido do atual presidente da Câmara da cidade de Nova Iorque, Zoran Mamdani.
O texto estipula ainda que, após o termo da moratória, qualquer novo pedido deverá ser apresentado em reunião pública antes de a autorização poder ser concedida.
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