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(A) :: “I can’t breathe”

“I can’t breathe”

O silêncio de Keir Starmer. O "pedido de desculpas" da polícia. O silêncio dos media tradicionais. Tudo isto é revoltante.

Ricardo Ferreira
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Não há muito tempo, uma pessoa foi assassinada com a cumplicidade das autoridades enquanto dizia “I can’t breathe”.[Não consigo respirar] Recordam-se?

Não. Não falo de George Floyd. Falo de Henry Nowak. Um jovem britânico de 18 anos, estudante de primeiro ano da universidade de Southampton.

Henry Nowak, a 3 de Dezembro de 2025, voltava para casa depois de uma noite com os seus colegas de equipa de futebol, quando se cruzou com Vickrum Digwa, um membro da “comunidade” sikh. Houve uma troca de palavras e o senhor Digwa, recorreu ao seu utensílio religioso kirpan – que mais não é do que uma arma branca com mais de 20cm, mas cuja posse e porte são permitidos porque “racismo” – para esfaquear Henry nas pernas e no peito.

A polícia foi evidentemente chamada ao local e ao chegar fez a única coisa razoável de se fazer naquele momento: algemar Henry Nowak.

Porquê? Porque “racismo”. Ou seja, porque o senhor Digwa disse à polícia que Henry o tinha insultado racialmente. E como todos sabem, esfaquear pessoas ainda passa, mas alguém dizer que foi vítima de racismo é que não.

Assim sendo, os polícias fizeram aquilo a que a two-tier police Britânica já nos habituou, e partiram imediatamente do princípio que o tipo que tinha acabado de ser esfaqueado era um perigoso racista e como tal merecia ser algemado enquanto dizia aos polícias “fui esfaqueado” e “não consigo respirar”.

Sim, a polícia britânica chegou a um nível tão ridículo que entre um eventual racismo e uma tentativa de homicídio, viu como prioridade o primeiro cenário.

Entretanto, Henry Nowak, algemado pela força do Estado britânico, morria afogado no próprio sangue.

As últimas palavras de Henry: “I can’t breathe”.

Digwa foi agora condenado por homicídio e a sua mãe condenada por cumplicidade. Os agentes? Continuam em liberdade, mas a polícia pediu desculpa. Como se isso bastasse. Como se um pedido de desculpa fosse sequer uma tentativa de justiça. Não é! É apenas uma forma de fingir que se sente realmente remorso pelo sucedido, sem que isso signifique qualquer tipo de consequência real. Tudo o que for menos do que a prisão desses polícias, é um falhanço do Estado britânico.

Quanto a Keir Starmer – o defensor dos falsos oprimidos, o tal que quando George Floyd faleceu nos Estados Unidos se apressou a demonstrar ao Mundo a sua empatia, com conferências de imprensa e até o joelho no chão, demonstrando assim o fraco que é – , desta vez está em silêncio. Keir Starmer, quando um britânico é barbaramente assassinado por um membro de uma “minoria” cada vez menos minoritária, fica em silêncio.

O deputado do Reform UK Robert Jenrick disse que o facto de a polícia ter priorizado prender Henry por um suposto insulto racial – que se revelou falso – em vez de salvar a sua vida é profundamente perturbador, que pedir desculpa não chega, que cabeças devem rolar e que é um escândalo nacional.

Temo que só quando rolarem de verdade é que os políticos covardes como o Keir Starmer entenderão o recado. E aí será tarde demais.

Se Henry Nowak fosse de uma minoria étnica, Starmer teria convocado uma conferência de imprensa, os pais seriam nomeados conselheiros do governo, e haveria uma linha de metro com o seu nome. Em vez disso? Silêncio absoluto.

E os nossos “redacionários”? Alguém sabe deles? Os profissionais da indignação e do vitimismo, onde andam? Onde andam os tudólogos e as horas intermináveis de opinião e análise sobre algo desta gravidade? Esses especialistas em indignações selectivas, em privilégio branco, em racismo sistémico e opressão policial. Alguém os viu?

Não! Porque a vítima tinha a “cor de pele errada”.

Recordemos o ritual ocidental quando se deu a morte de George Floyd: joelhos no chão, estátuas derrubadas, motins, canais de televisão em horas intermináveis de comentário vazio e inútil que na verdade se focava apenas em apelo à emoção e em dizer às pessoas como é que elas se deviam sentir sobre o caso, e não o caso em si. Vimos até milhões de dólares canalizados para o movimento de ódio racial BLM, que espalhou o caos e o terror durante semanas, e que levou até ao aparecimento do herói Kyle Rittenhouse que retaliou e mostrou a necessidade da segunda emenda constitucional. Durante essas semanas, vimos uma competição entre políticos para ver quem era o que sofria mais, que tinha mais empatia, que era o campeão da comoção… Ridículo.

Como se explica o silêncio ensurdecedor neste caso? As últimas palavras de Henry Nowak foram as mesmas de George Floyd: “I can’t breathe”. Mas este rapaz era branco, britânico, não tinha cometido nenhum crime e não era toxicodependente. Já o seu agressor era de uma “minoria”. E como tal, a narrativa não encaixa e não se pode gerar o alarme de “extrema direita”. Esta história não caiu muito bem aos olhos das vítimas profissionais. Então fazem todos de conta que não aconteceu. E assim, vemos a Reuters, que publicou mais de mil artigos sobre George Floyd, a publicar mais ou menos… zero artigos sobre Henry Nowak. Deve ser um mero acaso.

Eu sei que é fácil dizer que isto não é uma questão de esquerda ou direita, mas infelizmente é! Existe um sistema de hierarquia de vítimas onde as que dão força à narrativa da esquerda dominam. E quando um caso retira força a essa mesma narrativa, vemos um silêncio brutal das cabecinhas bem-pensantes.

O que este caso expõe é perturbador. Existe uma cultura institucional onde o medo de ser acusado de racismo se tornou tão paralisante que agentes da polícia, quando se deparam com um indivíduo a morrer e outro a acusar o que morre de racismo, decidem algemar o que está a morrer. Tudo menos parecer insensível e ser chamado de racista.

O silêncio de Keir Starmer. O “pedido de desculpas” da polícia. O silêncio dos media tradicionais. Tudo isto é revoltante.

O tempo vai dando razão não a Farage, mas a Tommy Robinson.

Depois não digam que ninguém vos avisou.

Henry Nowak tinha 18 anos. Morreu algemado pelo Estado que o devia ter protegido. Afogou-se no seu sangue. Morreu às mãos do Estado. O Reino Unido morreu…

“I can’t breathe…”