Uma “grande” greve geral até “maior que a última”. Tiago Oliveira, líder da CGTP que convocou a greve geral e que, neste 3 de junho, não teve a companhia da UGT — como aconteceu na greve geral de 11 de dezembro de 2025, em que ambas as centrais aderiram ao protesto — mostrou-se ao longo do dia satisfeito com o protesto contra a proposta de reforma laboral do Governo. Mesmo sem UGT, o dirigente da CGTP não poupou no impacto que a greve desta quarta-feira teve — com “grandes adesões em todos os setores –, em contraponto com o impacto visto pelo Executivo e confederações patronais. Foi a segunda greve geral em sete meses, com a promessa da UGT de avançar com protestos mais à frente do processo legislativo.
Se a CGTP e sindicatos viram uma grande paralisação, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social que foi, desta vez, a voz de comando do Executivo na reação à greve geral — a 11 de dezembro tinha sido António Leitão Amaro a fazer o balanço de uma paralisação que disse, então, ser inexpressiva — pôs água na fervura. É habitual a luta de números de cada um dos lados.
As palavras de Maria do Rosário Palma Ramalho, esta quarta-feira, foram no mesmo sentido das do colega de governo em dezembro: no setor privado a adesão foi “absolutamente residual e em algumas áreas mesmo nula”, reiterando a ideia ao final do dia. Luís Montenegro recusou “adjetivar” a adesão, que foi, no entanto, disse, “muito reduzida”. Cabe ao primeiro-ministro a análise que, no entanto, a greve “não trouxe nenhuma novidade nem solução. E muitas pessoas e famílias foram prejudicadas indiretamente por causa desta greve”. “A consequência desta greve parece-me que passou apenas por prejudicar a vida de muita gente”, acrescentou Montenegro, depois de a ministra ter dito que uma greve é sempre grave mas em que “a esmagadora maioria” dos portugueses trabalhou.
https://observador.pt/especiais/governo-aproveita-constrangimentos-gerados-pela-greve-e-tenta-isolar-funcionarios-publicos/
Um dos indicadores para o qual normalmente se olha é o do consumo de energia. Ainda não são números finais, mas a REN estima que esta quarta-feira, dia da greve geral convocada pela CGTP, o consumo de eletricidade baixou 2% em relação ao dia anterior.
Os dados do Data Hub da REN enviados ao Observador mostram que a 3 de junho, “o consumo de energia elétrica totalizou 142 GWh (gigawatt-hora), com uma ponta de 6 953 MW às 20:15”. As previsões da REN para esta quarta-feira apontavam, no entanto, para um consumo superior, de 145 GWh.
No dia anterior à greve, terça-feira 2 de junho, o consumo de energia elétrica totalizou precisamente 145 GWh, com uma ponta de 7 114 MW às 21:15. Os dados de quarta-feira ainda são uma estimativa e podem ser ajustados em 24 horas. A REN adianta ainda que no mesmo dia de 2025, que foi uma terça-feira, o consumo de energia elétrica totalizou 141 GWh, portanto abaixo do registado no dia da greve.
Já na mobilidade, nas principais autoestradas de entrada em Lisboa geridas pela Brisa, A1, A5 e A9, o comportamento foi diferente em comparação com quarta-feira da semana passada. Se na A1 e na A9 houve mais tráfego, na A5 registou-se uma descida no número de viagens. Na soma das três, segundo a Brisa, o comportamento do tráfego esteve em linha com o restante da rede.
A ministra do Trabalho assumiu, ao final da tarde, que foi “um dia de atividade económica normal”, tendo em conta consumos de energia e movimentos bancários — “não tiveram alterações” — e até fala de crescimento de movimento nas duas pontes sobre o Tejo, em Lisboa. “Espera-se que as projeções económicas da greve não sejam muito relevantes”, concluiu Palma Ramalho.
O Governo serviu-se, indicou a ministra, de dados essencialmente pelas associações empresariais e admite que a contabilização da adesão é cada vez mais difícil por causa do teletrabalho. Há uma ausência ao local de trabalho, não quer dizer que haja uma adesão à greve. A conta final “demorará uns dias”, mas “em nenhum caso foi comunicada uma adesão significativa” nos privados. Ainda assim, houve bancas da Feira do Livro que ficaram esta quarta-feira encerradas.
No setor público, que o Governo contabiliza com uma adesão a 23%, teve nos transportes públicos a imagem mais expressiva da paralisação. Não tendo havido serviços mínimos no Metropolitano de Lisboa nem na Transtejo, em outros operadores foram apenas esses serviços decretados como obrigatórios que funcionaram. O que limitou as deslocações, funcionando como um impacto indireto na greve. Educação e saúde foram outras duas áreas com paragens significativas.
Provas de português do 6.º ano não se realizaram em algumas escolas
Depois da Fenprof ter estimado que mais de 60% das escolas de norte a sul do país aderiram à greve, o Ministério da Educação admitiu que foi afetada metade das escolas com a ministra do Trabalho a contabilizar entre 38% e 45% as escolas que encerraram.
Para o ministro da Educação, Fernando Alexandre, “os dados que permitem medir melhor aquilo que foi o efeito da greve, foram os efeitos [que esta teve] na realização das provas ModA, transversais a todos os alunos de 6.º ano”. Se olharmos apenas para esse critério, diz o ministro da Educação, “48% dos alunos realizaram a prova de Português” marcada para esta quarta-feira. Relativamente à prova ModA, Fernando Alexandre garante que “nenhum aluno sairá prejudicado” pela greve, motivo pelo qual o Ministério já tinha “um plano de contingência”.
“No dia 9 de junho, os alunos que não puderam realizar a prova hoje [3 de junho] por razões de greve deverão fazê-lo na próxima terça-feira. O enunciado está preparado e vai assegurar a comparabilidade, preparámos tudo com muito cuidado para que nenhum aluno seja prejudicado pela greve”, afirmou.
O governante aproveitou ainda para destacar que “o pacote laboral não tem efeitos na carreira dos professores, porque a carreira tem um estatuto especial que está a ser negociado”.
A Fenprof considerou, por outro lado, que o número de escolas fechadas foi superior ao da greve de dezembro, tendo a federação sindical garantido ainda que as escolas particulares e cooperativas também aderiram à greve. Desta vez, “também entrou [na greve] o setor privado; escolas que nunca tinham feito greve”. “Temos várias IPSS fechadas, assim como escolas particulares fechadas — apesar de não serem muitas — e Misericórdias”, afirmou José Feliciano Costa ao final da tarde desta quarta-feira.

Saúde. Linha SNS24 sem constrangimentos; só se realizaram 25% das cirurgias programadas
Os dados dos sindicatos durante a manhã revelavam uma adesão expressiva em algumas unidades hospitalares. No dia de greve geral, a ministra do setor, Ana Paula Martins, teve de responder aos deputados no Parlamento.
https://observador.pt/2026/06/03/regras-mais-apertadas-para-cirurgias-extra-criticas-a-fernando-araujo-e-aumento-dos-internamentos-indevidos-a-audicao-da-ministra-da-saude/
Mas no final do dia foi a sua colega da pasta do trabalho que revelou que na saúde só se realizaram 25% das cirurgias programadas e 72% das consultas programadas. Os serviços de urgência decorreram com normalidade a coberto de serviços mínimos. E o INEM teve uma taxa de adesão de 1,6%.
A Linha SNS24, principal porta de entrada no SNS, não registou constrangimentos durante esta quarta-feira, tal como os trabalhadores da instituição previam. Ao Observador, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (que gerem a linha) garantem que “não houve constrangimentos na atividade da Linha SNS 24” e que, até às 18 horas, a Linha SNS 24 “atendeu mais de 12 mil chamadas”. O tempo médio de espera para atendimento era de cerca de 1 minuto.
Embora a CGTP tenha indicado que algumas unidades privadas de saúde tiveram níveis de adesão relevantes, a ministra do Trabalho contrariou: a saúde privada teve um “funcionamento absolutamente normal”.
Greve dita adiamento do início do julgamento do processo Tempestade Perfeita
O início do julgamento do processo Tempestade Perfeita foi adiado, como consequência da adesão de funcionários do tribunal à greve geral.
Segundo adiantou ao Observador uma fonte ligada ao processo, compareceram no Juízo Central Criminal de Lisboa várias dezenas de advogados e arguidos para a sessão inaugural marcada para as 9h30, mas, ao chegarem às instalações, foram informados de que não estavam presentes funcionários do juiz 8 daquele tribunal, onde irá decorrer o julgamento.
O arranque do julgamento dos 73 arguidos (43 pessoas e 30 empresas) ligados às suspeitas de corrupção na Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional fica agora marcado para o próximo dia 9 de junho.

Transportes públicos foram principal constrangimento
Sem serviços mínimos decretados no Metropolitano de Lisboa e na Transtejo, os dois meios de transporte em Lisboa pararam. Logo houve uma paralisação a 100%, mas sem indicação do nível de adesão à greve.
A ministra do Trabalho indicou nos transportes públicos uma adesão que chegou aos 75%. Foi o caso da CP que fez 266 ligações, duas acima das 264 que estavam previstas como serviços mínimos. Isto num total de 1.069 programados, indicou ao Observador fonte da empresa. Foi no serviço regional e nos urbanos de Coimbra que acabou por haver duas ligações acima dos serviços mínimos. As taxas de supressão na CP atingiram os 75% no total considerando as várias linhas — longo curso, regional, urbanos de Lisboa, Porto e Coimbra, segundo o ponto de situação até às 19 horas.
Os serviços mínimos foram cumpridos nos casos em que foram indicados, e Rosário Palma Ramalho ainda disse que nos transportes operados por privados o impacto foi menor.
Ao nível dos portos, apenas o de Setúbal teve atividade reduzida a 88%, indicou ainda a governante.
Portagens nas pontes sobre o Tejo crescem
Os dados avançados ao Observador pela Lusoponte com o movimento nas portagens até às 15h00 indicam que houve mais tráfego na ponte 25 de Abril do que no dia equivalente do ano passado. O crescimento foi da ordem dos 2%, com os ligeiros a registarem uma maior subida do que os pesados — cerca de 2,18%. A travessia fluvial neste eixo foi afetada pela ausência de serviços mínimos na Transtejo. Com evolução contrária, o tráfego na ponte Vasco da Gama até às 15h00 caiu cerca de 1,5% face a um dia comparável do ano passado. Também aqui, a variação foi mais expressiva nos ligeiros.
A ministra do Trabalho indicou um aumento de 0,2% nas duas pontes, sem indicar com o que estava a comparar.
724 voos cancelados. Agências de viagens com mais trabalho
Segundo dados da ministra do Trabalho, 49% dos voos nos aeroportos nacionais foram cancelados. Os dados da ANA — Aeroportos de Portugal divulgados à noite indicam que o número de cancelamentos atingiu os 724 até às 17h00. Estava prevista a realização de cerca de 1.480 voos. No entanto, a quase totalidade dos voos foram cancelados de forma antecipada o que permitiu às companhias aéreas avisar os passageiros e reagendar voos, acrescenta fonte oficial da ANA.
Lisboa registou uma das maiores taxas de cancelamentos — 63%. Dos 658 voos programados para o Humberto Delgado foram realizados 194 até às 17h00. Foram cancelados 415. No Porto, foram cancelados 33% dos voos, o que corresponde a 111. Em Faro e até às 17h00, foram também cancelados 33% dos voos previstos, o que corresponde a 76.
O Funchal teve uma menor taxa de cancelamentos — 23% — e no Porto Santo os quatro voos programados realizaram-se.
As maiores percentagens de cancelamentos ocorreram nos Açores, com o aeroporto das Flores a atingir os 100%. Na Horta foram cancelados 67% dos voos, enquanto em Ponta Delgada, a taxa de cancelamentos até às 17h00 foi de 62%. Em Santa Maria ficou nos 50%.
A ANAV — Associação Nacional de Agências de Viagens considerou que “os efeitos da paralisação estão a traduzir-se em cancelamentos, atrasos e alterações de itinerários, afetando milhares de viajantes e gerando uma pressão acrescida sobre todo o ecossistema turístico”.
A ministra do Trabalho garantiu que as agências de viagens estavam a trabalhar e foram as próprias a assumir que estavam “a assegurar o acompanhamento dos clientes afetados, procurando soluções alternativas e minimizando os transtornos causados pelas perturbações operacionais”. Em comunicado, a ANAV assumiu que “muitas agências registaram, nas últimas horas, um aumento muito significativo dos pedidos de apoio relacionados com remarcações, reencaminhamento de passageiros, reorganização de programas turísticos e esclarecimento de direitos dos consumidores”.
A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) indicou, por seu lado, que a greve geral não estava a ter impacto “significativo” no setor e subsetores do turismo, “estando a atividade turística a decorrer dentro do normal”. Isto de acordo com a informação que a CTP recolheu junto das associações do setor. “A adesão dos trabalhadores à greve foi praticamente inexistente, pelo que o turismo se manteve a funcionar com plena normalidade em todo o país”. As empresas dos vários subsetores reportaram “uma total normalidade da atividade, indicando níveis de assiduidade nos postos de trabalho muito próximos dos 100%”. O número “residual” de faltas deveu-se, diz em comunicado a confederação, aos efeitos indiretos da greve “como a falta de transportes públicos e o encerramento das escolas”.
E acrescenta que as empresas do setor — incluindo alojamento, restauração, agências de viagens, operadores turísticos, rent-a-car, transportes turísticos, animação e eventos, golfes e resorts — “não registaram perturbações operacionais”.
Segundo dados da AHRESP (associação da restauração), dados pela ministra do Trabalho, 6% das unidades tiveram de encerrar, mas porque alguns dos seus trabalhadores “não conseguiam chegar aos locais de trabalho”.

Grande distribuição e lojas comerciais em operação. Construção não parou
Também neste setor, a CGTP indicou alguns encerramentos ligados a empresas da grande distribuição. Mas a indicação dada por Rosário Palma Ramalho foi a de que nenhuma loja tinha fechado. A CCP fala em “inexpressividade dos números de trabalhadores aderentes à greve geral, recolhidos junto das associações dos setores do Comércio e dos Serviços”.
Gustavo Paulo Duarte, novo presidente da confederação, em comunicado considera, por isso, que “os números comprovam que esta greve geral não foi mais do que um pseudoacontecimento, encenado por parte de forças políticas que continuam a achar que podem instrumentalizar os trabalhadores. A realidade encarregou-se de o desmentir”. Na recolha efetuada pela Confederação junto de 23 associações dos setores do comércio e serviços, 20 associações estimaram ser “muito reduzido” (menor ou igual a 5%) o número de empresas com trabalhadores em greve, duas como “reduzido” (de 6% a 10%) e apenas uma como “elevado” (de 16% a 20%).
Além disso, acrescenta a entidade em comunicado, “o impacto financeiro e nos resultados das empresas dos nossos setores deste dia de greve também se estima reduzido, na medida em que, apenas com algumas exceções (como será o caso da restauração e de parte dos serviços de transporte), a redução de procura e de distribuição no dia da greve não elimina o negócio não realizado, mas acaba por adiar para os dias seguintes o negócio mais reduzido no dia da greve”.
Segundo a ministra do Trabalho também no setor da construção civil, a adesão foi “residual”.
Bancos e seguradoras garantem serviço normal aos clientes
No setor financeiro, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social garantiu, na comunicação que fez ao país antes da hora de almoço, que tinha falado com a CGD e com “os principais bancos privados” e que “todas as agências estão abertas e os serviços centrais estão a funcionar”. Ao final da tarde voltou a dizer que os bancos “funcionaram todos”.
Entre os bancos contactados pelo Observador, o Millennium BCP assegurou que o banco estava a “prestar todos os serviços aos clientes nos termos habituais”. Já o Novo Banco garantiu que toda a rede estava em “funcionamento normal”, não esclarecendo, contudo, se existia algum grau de adesão à greve.
Já no setor dos seguros, a Ageas Portugal respondeu que “não registou impacto na sua atividade” e a Fidelidade, recusando divulgar “dados quantitativos sobre a adesão a greves”, confirmou que este foi “um dia de trabalho normal”. “As agências estão abertas em todo o país e o serviço prestado aos clientes não sofreu qualquer disrupção”, acrescentou a Ageas Portugal, através de fonte oficial.
A ministra do Trabalho também indicou que nas seguradoras, onde houve “muito recurso ao teletrabalho” também “funcionou tudo”.
Fábricas operam e desmentem CGTP
Com um dos principais exportadores nacionais, a Autoeuropa, em paragem programada — esta semana decorre um período de férias coletivas e como tal sem produção de carros mas decorrendo obras e serviços de manutenção na fábrica –, a paragem foi sinalizada pela CGTP em outros fornecedores de componentes e construtores como a Mitsubishi Fuso.
A lista da CGTP de fábricas com paralisação de produção era grande e indicava vários setores, incluindo a Knorr — que à CNN garantiu nunca ter tido a produção totalmente parada –, a Cimpor — que segundo o Observador apurou terá tido baixa adesão — e a Sovena — a produtora de azeites garantiu ao Observador que a adesão à greve na Sovena Portugal foi de 14,9% e que as unidades industriais “estiveram a laborar sem alterações relevantes ao normal funcionamento das operações”.
A Navigator, igualmente uma das maiores exportadoras nacionais, indicou ao Observador que “num universo de 3.195 colaboradores a trabalhar em Portugal, registaram-se apenas 10 adesões à greve nas unidades fabris da empresa, após as três rotações de turnos”. Entre esses trabalhadores cinco são dirigentes sindicais. E, por isso, considera a adesão “residual”. “Não houve qualquer impacto nas operações da empresa nem foi necessário fazer qualquer alteração ao funcionamento habitual”, garantiu a Navigator Company.
A CIP – Confederação Empresarial de Portugal, na ronda que fez junto de empresas e de associações dos diversos setores, garante que a adesão à greve geral foi “ainda menor do que a verificada em 11 de dezembro de 2025, a qual já tinha sido muito baixa, conforme o processamento de salários em janeiro de 2026 veio a confirmar”. Setores como a indústria química, metalomecânica, têxtil, calçado, madeira e mobiliário, indústrias gráficas e transformadoras do papel, setor automóvel, cimentos, a grande distribuição, farmácias, a indústria farmacêutica, a hospitalização privada ou os seguros, “praticamente não registaram adesões à greve geral em qualquer ponto do país”, indica em comunicado. Já no setor elétrico e eletrónico e agroindustrial, nas unidades em que houve um maior número de trabalhadores em greve, a adesão terá ficado entre os 2% e os 3%. 3% terá sido a adesão na EDP, segundo a ministra do Trabalho.
“O que os nossos associados nos transmitiram foram níveis de greve nulos ou inexpressivos, em regra limitados a trabalhadores com ativismo sindical”, o que leva a confederação patronal a dizer que “esta greve geral passou ao lado da grande maioria das empresas portuguesas”, afirma a CIP para concluir: “É altura de o país virar a página desta conflitualidade sem expressão na economia real e retomar o diálogo social e político”.
(Atualizado a 4 de junho com os dados da REN sobre o consumo de eletricidade e da Brisa com o tráfego nas autoestradas)