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Hospitais paralisados, escolas e serviços públicos fechados e transportes condicionados. As imagens da greve geral

Greve geral sentiu-se nos serviços públicos, escolas e hospitais. Nos transportes, a circulação fez-se com serviços mínimos. Manifestação da CGTP mobilizou milhares de pessoas em Lisboa e Porto.

Carlos Diogo Santos
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Cátia Rocha
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crsantos
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Cristina Gordon
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Escolas fechadas, hospitais paralisados, comboios e metros de Lisboa e Porto suprimidos e paragens de autocarros com filas, além de serviços públicos, como repartições de finanças fechadas. A manhã desta quarta-feira arrancou com uma paralisação que poderá ser “mais expressiva” do que a de setembro em setores como o da Educação, considera Filinto Lima, da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.

Na Saúde, um primeiro balanço da Federação dos Sindicatos da Função Pública apontou para uma forte adesão nos principais hospitais do país, noticiou a RTP. Nesse balanço, eram mencionadas adesões de 100% em hospitais como o São Francisco Xavier, São José, São João e Hospital de Coimbra. Já a adesão no Santa Maria rondaria os 90%. Porém, um novo balanço, divulgado por fonte oficial do São João, no Porto, falava numa adesão à greve de 38%.

Já o Correio da Manhã noticia dados de outros hospitais, com base em informações de sindicatos:

  • Hospital de Viseu: adesão ronda os 100%;
  • Hospital de Tondela: adesão também ronda os 100%.

A SIC Notícias dá conta de que as consultas externas no Hospital de Portalegre não estão a ser feitas. Os serviços mínimos estão, porém, a ser garantidos no SNS.

Ao Observador, Joana Bordalo e Sá, presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), disse esta manhã ser cedo para avançar com números da greve.

Pela primeira vez, o atendimento da linha SNS24, poderá ser afetado com a adesão dos profissionais que asseguram este serviço.

Na educação, fecho de escolas afeta provas do 6.º ano

Já nas escolas, foram muitas as que não abriram devido à greve, afetando a realização da prova de Português do 6.º ano.

José Feliciano da Costa, secretário-geral da FENPROF, fez um primeiro balanço à SIC Notícias, em que falou sobre uma “adesão significativa” à greve em Sintra, Olivais, Fundão, Coimbra, Moita, Castelo Branco, Mafra. “Dá uma dimensão sobre o que vai ser a greve na educação”, explicou.

O secretário-geral refere que, ao escolher não adiar a prova de monitorização de aprendizagem desta quarta-feira de Português do 6.º ano, o ministro da Educação “está a dizer que as provas não interessam, que podem ser feitas noutro dia qualquer”.

Perto de 200 voos cancelados nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro

A greve geral está a ter efeito nas ligações aéreas dos vários aeroportos portugueses. No aeroporto de Lisboa, há cancelamentos tanto nas chegadas como nas partidas. Uma consulta feita ao início da manhã ao site da ANA, a gestora dos aeroportos portugueses, apresentava pelo menos 43 voos cancelados nas chegadas, entre as 6h30 e as 23h55. Nas partidas, há informação sobre 46 cancelamentos nas ligações desta quarta-feira.

No aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, o cenário é semelhante: há cancelamentos de 29 voos de chegada e 27 partidas.

A informação do site da ANA é atualizada ao minuto, o que faz com que os números possam vir a aumentar ao longo do dia. Em Faro, há 21 chegadas canceladas e 23 partidas que não se vão realizar ao longo do dia.

À RTP Notícias, Ana Dias, diretora do Sindicato Nacional de Pessoal de Aviação Civil, referiu “uma adesão massiva dos tripulantes” à greve. “Já estamos a cerca de 70% dos voos cancelados do que estava programado no pré-aviso de greve”, denunciando que “algumas empresas estão novamente a infringir a lei e a substituir os grevistas por tripulantes estrangeiros”.

Metro de Lisboa fechado, no Porto só circulam duas linhas e constrangimentos na CP

O setor dos transportes é onde se fazem sentir mais os efeitos da greve. Em Lisboa, o Metro de Lisboa encerrou ainda às 23 horas de terça-feira. As estações das diferentes linhas estão encerradas e só esta quinta-feira é que o metro voltará a circular.

Na Carris, foram assegurados os serviços mínimos durante a manhã em algumas carreiras.

No Porto, estão a circular apenas duas linhas do Metro do Porto: a Amarela, entre Santo Ovídio e o Hospital de S. João (sem circulação entre Santo Ovídio e Vila d’Este), e a Linha Azul, mas apenas entre as estações da Senhora da Hora e do Estádio do Dragão.