O papa Leão XIV nomeou esta terça-feira, pela primeira vez, uma mulher leiga, Maria Montserrat Alvarado, para chefiar um “ministério” no Vaticano.
Nascida no México, a atual presidente do meio de comunicação católico EWTN News vai assumir, a 1 de novembro, as funções de “prefeita do Dicastério para a Comunicação”, de acordo com um comunicado do Vaticano. Maria Montserrat Alvarado, que estudou nos Estados Unidos, “é a primeira mulher leiga a ser nomeada prefeita de um dicastério” do Vaticano, referiu na mesma nota.
Com esta nomeação, Leão XIV “prossegue o processo de reforma e renovação da Cúria Romana [governo do Vaticano] iniciado pelo [antecessor] papa Francisco“, sublinhou o Vaticano. O Dicastério para a Comunicação supervisiona os vastos serviços de imprensa escrita, rádio e televisão do Vaticano, que transmitem para um público mundial.
Maria Montserrat Alvarado vai suceder no cargo a Paolo Ruffini, jornalista italiano e primeiro leigo a dirigir um “ministério” na Cúria Romana. Ruffini foi nomeado pelo papa Francisco, a 5 de julho de 2018.
No início de 2025, o papa Francisco nomeou pela primeira vez uma mulher, a religiosa Simona Brambilla, para chefiar um “ministério” no Vaticano, uma estreia na história da Igreja Católica. Simona Brambilla assumiu a direção do Dicastério para os Institutos da Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, “ministério” responsável pelas ordens e congregações religiosas.
https://observador.pt/2025/01/06/pela-primeira-vez-papa-francisco-nomeia-uma-mulher-para-liderar-um-dicasterio-no-vaticano/
Em março de 2025, a religiosa Raffaella Petrini assumiu a presidência da Comissão Pontifícia para o Estado da Cidade do Vaticano e do Governatorato do Estado. Petrini, nomeada para o cargo a 15 de fevereiro, pelo papa Francisco, tornou-se a primeira mulher a exercer estas funções, tradicionalmente confiadas a um cardeal.
https://observador.pt/2025/03/01/raffaella-petrini-inicia-funcoes-quem-e-a-primeira-mulher-governadora-do-estado-do-vaticano/
Francisco, que morreu em abril de 2025, tinha apelado para “se ultrapassar” a “mentalidade machista” da Igreja Católica, que “não confia cargos de responsabilidade suficientes” às religiosas, insistindo para que não fossem tratadas como “servas”.