A NOS emitiu um comunicado na tarde desta terça-feira a negar que “tenha recebido qualquer penalidade ou comunicação formal” por parte do SIRESP, depois de a SIC avançar que a rede está a pedir mais de 342 mil euros aos fornecedores devido às falhas registadas no sistema de comunicações de emergência no dia do apagão geral, a 28 de abril de 2025, sendo imputada à empresa de comunicações a maior parte do valor.
“A NOS presta à rede SIRESP serviços de transmissão terrestre e de redundância via satélite, ao abrigo de contratos celebrados, os quais foram integralmente cumpridos. Enquanto prestador de serviços, a NOS não tem — nem nunca teve — qualquer intervenção no desenho, na arquitetura ou nas decisões operacionais da rede SIRESP. Essas responsabilidades são, exclusivamente, da SIRESP S.A., entidade gestora da rede”, diz o texto.
“No que respeita aos serviços prestados pela NOS, podemos afirmar que estes não foram a causa das falhas no SIRESP. E essa é a razão para a NOS não poder ser penalizada e não ter recebido qualquer penalidade ou comunicação formal de intenção nesse sentido”, lê-se ainda no comunicado, que afirma que “a NOS tem estado e continuará disponível para apresentar os dados técnicos que suportam esta posição às entidades competentes e para colaborar no cabal esclarecimento dos factos, bem como na melhoria da rede SIRESP.”
De acordo com o que avançou a SIC, o Ministério da Administração Interna esclareceu o valor global de 342.865,22 euros das penalizações contratuais, mas recusou-se a apresentar o valor exigido a cada fornecedor. Entretanto, a estação de televisão alega que a maior parte estará imputada à NOS, que é responsável pelos serviços de transmissão por circuitos terrestres e os serviços de redundância de transmissão via satélite, dois dos sete lotes do sistema. Outras empresas privadas responsáveis por assegurar serviços são a Motorola, a Omtel, a No Limits, a Moreme e a Altice Labs.