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Trump nomeia aliado Bill Pulte para substituir Tulsi Gabbard como diretor interino dos Serviços Secretos norte-americanos

Pulte tem sido responsável por lançar investigações contra democratas, vistos como adversários de Trump, acusando-os de fraude imobiliária. Nenhum deles foi formalmente acusado pela justiça.

Ricardo Reis
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Bill Pulte, diretor da Agência Federal de Financiamento de Habitação, foi nomeado esta terça-feira como diretor interino dos Serviços Secretos norte-americanos, substituindo assim Tulsi Gabbard, anunciou Donald Trump, na rede social Truth.

“[Bill] tem uma experiência profunda a lidar com os assuntos mais sensíveis da América, a segurança e solidez dos mercados, e mais de dez biliões de dólares [8,5 biliões de euros] na Fannie Mae/Freddie Mac [empresas públicas de empréstimos à habitação], um aumento substancial de onde estava apenas há 12 meses”, elogiou o Presidente norte-americano.

O novo diretor interino dos Serviços Secretos, um aliado de Trump, irá continuar como diretor da Agência Federal de Financiamento de Habitação e presidente da Fannie Mae/Freddie Mac.

Pulte, cuja base profissional não envolve experiência nos serviços secretos, tem lançado várias investigações contra democratas vistos como adversários de Trump, ao longo do seu mandato à frente da agência, acusando-os de fraude imobiliária.

O senador Adam Schiff, Letitia James, procuradora-geral de Nova Iorque, e Lisa Cook, membro do Conselho de Governadores da Reserva Federal, nomeada por Joe Biden, em 2022, foram alguns dos alvos das investigações. Nenhum dos três foi formalmente acusado pela justiça norte-americana, recorda a Reuters.

No entanto, a nomeação foi recebida por algum ceticismo, mesmo junto de republicanos. O líder do partido no Senado, John Thune, citado pelo The Hill, afirmou aos jornalistas que os Estados Unidos não precisam de um diretor dos Serviços Secretos “instrumentalizado”, mas sim de “profissionais”, referindo-se aos processos instaurados contra democratas.

“Se ele for alguém que queiram nesta posição permanentemente, tem um longo caminho pela frente”, acrescentou.

Membros republicanos da Comissão do Senado sobre os Serviços Secretos, como John Cornyn e Susan Collins, questionaram as qualificações do novo diretor interino, com o primeiro a afirmar “não ver evidências” para tal, e a segunda a assumir “não ter conhecimentos” sobre Pulte.

Tulsi Gabbard pediu a demissão a 22 de maio, com efeitos a partir de 1 de julho. Afirmou que a decisão estaria relacionada com o diagnóstico de cancro nos ossos do marido, mas a Reuters referiu que terá sido demitida pela Casa Branca.