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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá protagonizado um momento de tensão com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, durante a chamada telefónica realizada esta segunda-feira.
De acordo com o portal Axios, que cita fontes norte-americanas, Trump criticou duramente Netanyahu devido à escalada dos confrontos entre Israel e o Hezbollah no Líbano e pressionou o líder israelita a aceitar um cessar-fogo.
O líder norte-americano ter-se-á mostrado irritado durante a chamada e questionado mesmo as ações militares israelitas. “Estás completamente louco. Já estavas na prisão se não fosse eu. Estou a salvar-te a pele. Agora toda a gente te odeia. Toda a gente odeia Israel por causa disto”, terá dito Trump ao primeiro-ministro israelita.
Uma outra fonte afirmou ao Axios que o Presidente dos Estados Unidos estava “furioso” e que, a certa altura, gritou a Netanyahu: “Que raio estás a fazer?”
Trump terá reconhecido que o Hezbollah tem realizado ataques contra Israel e que o país tem o direito de responder. No entanto, terá considerado que a resposta das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa) foi desproporcional nos últimos dias, comprometendo as negociações para prolongar o cessar-fogo com o Irão.
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Ainda segundo o Axios, Trump terá dominado a conversa, acabando Netanyahu por concordar com as exigências apresentadas pelo líder norte-americano.
“Obrigado Bibi!”, disse Trump nas redes sociais após chamada
Mais tarde, Trump descreveu a chamada como “muito produtiva” e afirmou que não haveria tropas israelitas a avançar para Beirute, acrescentando que o primeiro-ministro israelita desistiu do ataque previsto para Beirute nesta segunda-feira.
https://observador.pt/2026/06/01/governo-de-israel-ordenou-bombardeamentos-contra-o-hezbollah-em-beirute/
“Tive uma conversa com o Bibi Netanyahu hoje [segunda-feira], pedindo-lhe para não avançar para um grande ataque em Beirute, Líbano. Ele mandou as suas tropas para trás. Obrigado, Bibi!”, escreveu o Presidente norte-americano.
O líder dos Estados Unidos afirmou ainda que o Hezbollah e Israel concordaram em suspender os ataques entre si, manifestando esperança de que tal “seja para a ETERNIDADE!”.