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Sondagem revela profunda divisão geracional sobre o amor e a IA

Com os rápidos avanços na IA, muitos utilizadores da Internet estão a encontrar um confidente, ou até mesmo um parceiro romântico, nos assistentes virtuais, os agora famosos chatbots.

Agência Lusa
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Quase metade dos jovens adultos de seis grandes potências económicas acredita que, dentro de dez anos, a inteligência artificial (IA) contribuirá para a felicidade de todos, oferecendo um apoio emocional genuíno, segundo um inquérito.

No entanto, este entusiasmo diminui significativamente com a idade, pois a proporção desce para 25% entre os maiores de 55 anos, segundo o inquérito de larga escala divulgado na segunda-feira e analisado em exclusivo pela agência France-Presse (AFP).

Com os rápidos avanços na IA, muitos utilizadores da Internet estão a encontrar um confidente, ou até mesmo um parceiro romântico, nos assistentes virtuais, os agora famosos chatbots.

Entretanto, o progresso na robótica está a dar origem a bonecas sexuais cada vez mais sofisticadas.

Realizada pelo Instituto YouGov com 10 mil participantes dos Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, Indonésia e Hong Kong, esta investigação retrata um “cenário moral em constante transformação”.

Em geral, as gerações mais velhas demonstram um ceticismo significativamente maior.

O impacto psicológico dos chatbots em indivíduos vulneráveis está a ser minuciosamente examinado, após a morte de vários adolescentes ligada ao uso de IA pelas suas famílias.

Os resultados destacaram ainda “uma profunda divisão ideológica” entre o Ocidente e a Ásia.

O continente asiático parece estar muito mais aberto à aceitação da tecnologia para melhorar a vida amorosa e sexual.

A extensão destas disparidades surpreendeu a YouGov e a patrocinadora do estudo, a empresa de media japonesa Star X Gen, como destacaram à AFP.

Na Indonésia, por exemplo, metade dos inquiridos, em todas as faixas etárias, acredita que a inteligência artificial pode melhorar as suas relações e o seu bem-estar sexual.

Este entusiasmo desce para 34% em Hong Kong e 24% no Japão, antes de cair a pique no Ocidente: 20% nos Estados Unidos, 15% na Alemanha e apenas 9% no Reino Unido.

“Enquanto a opinião pública ocidental geralmente perceciona a intimidade artificial como uma ameaça à autenticidade das relações humanas, o público asiático parece cada vez mais disposto a abrir espaço para a inteligência artificial nas suas vidas”, frisou Philippe Chan, da YouGov.

Embora o flirt ou ter interações sexuais com um chatbot esteja a tornar-se gradualmente mais comum, a transição para o mundo físico, através de robôs ou bonecas, ainda está nos seus estágios iniciais.

Em todo o inquérito, apenas 17% disseram estar dispostos a experimentar uma “boneca sexual com inteligência artificial”, enquanto a grande maioria (59%) rejeitou categoricamente a ideia.

Não surpreendentemente, a ideia atrai mais os jovens do que as gerações mais velhas, e no Japão e na Alemanha, a proporção de jovens adultos dispostos a experimentar é quase o dobro da média nacional.