Um dos sete administradores que foram eleitos para um novo mandato na Infraestruturas de Portugal (IP) não aceitou o cargo, apesar de ter sido eleito em assembleia-geral e de constar no site da empresa como vogal do conselho de administração.
Em comunicado à CMVM (Comissão de Mercado de Valores Mobiliários) sobre os novos órgãos sociais, a IP indica os sete eleitos na assembleia geral do passado dia 22 de maio. Mas acrescenta que Alberto Manuel de Sousa Aroso “apresentou declaração escrita de não aceitação definitiva do cargo com produção de efeitos imediatos”.
A declaração de aceitação está prevista no Código das Sociedades Comerciais: “Para efeitos de registo da designação dos administradores, deve ser apresentado documento comprovativo da designação e, quando deste não constem, declaração de aceitação da designação e declaração da qual conste não terem conhecimento de circunstâncias suscetíveis de os inibir para a ocupação do cargo.”
Questionado pelo Observador, Alberto Aroso invocou um motivo pessoal para esta decisão.
Engenheiro de transportes e técnico especialista em infraestruturas ferroviárias, Alberto Aroso está na Infraestruturas de Portugal desde a criação desta empresa e antes disso foi coordenador da Refer, empresa responsável pela via ferroviária que integrou a IP.
https://observador.pt/2026/05/21/infraestruturas-de-portugal-governo-reconduz-vice-presidente-responsavel-pela-ferrovia-e-reforca-administracao/
O novo conselho de administração da IP é liderado por Paulo Carmona e tem dois vice-presidentes: Rui Coutinho e Carlos Fernandes, que transita do anterior conselho. Foram nomeados ainda quatro vogais num total de sete. Ana Rita Matos, Maria Amália de Almeida, Maria Helena Campos e Alberto Aroso que chegou a ter competências atribuídas no conselho de administração executivo.
Com esta saída, a IP fica com seis administradores executivos. Foi ainda nomeado um conselho geral e de supervisão liderado por Duarte Pitta Ferraz.