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Conselho Superior da Magistratura adia decisão sobre eventual processo a Carlos Alexandre após queixa da Ordem dos Advogados

Em causa estão comentários do desembargador nas redes sociais, incluindo críticas irónicas sobre o diagnóstico de Alzheimer de Ricardo Salgado e ataques a políticos do PS.

João Paulo Godinho
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O Conselho Superior da Magistratura (CSM) adiou esta segunda-feira uma decisão sobre um eventual processo disciplinar ao juiz Carlos Alexandre, ao pedir mais informações à Ordem dos Advogados relativamente à participação que fez contra o desembargador.

A tomada de posição foi definida na reunião do plenário do organismo, que, segundo fonte oficial, optou por “solicitar à Ordem dos Advogados a concretização dos factos que levaram à participação apresentada relativa ao juiz desembargador Carlos Alexandre, por considerar necessário dispor de elementos adicionais que permitam a sua adequada apreciação”.

Em causa estão considerações nas redes sociais do magistrado e atual presidente da Comissão de Combate à Fraude no SNS, designadamente na sua página pessoal no Facebook.

De acordo com as informações divulgadas pela SIC Notícias na passada sexta-feira, o juiz que se tornou mediático no Tribunal Central de Instrução Criminal por mandar deter o ex-primeiro-ministro José Sócrates, o antigo banqueiro Ricardo Salgado ou o ex-presidente do Benfica Luís Filipe Vieira fez comentários que geraram polémica no meio judicial.

Com recurso à ironia, avisa, a propósito do caso de Ricardo Salgado, que estará em causa uma “epidemia de Alzheimer”, em alusão ao diagnóstico de saúde que poderá ditar a suspensão da execução da pena no caso EDP/Manuel Pinho e no processo separado da Operação Marquês. A decisão do cúmulo jurídico e da eventual suspensão da pena será conhecida esta terça-feira.

Entre os temas abordados por Carlos Alexandre está ainda o processo Influencer; críticas a políticos ligados ao PS, designadamente a ex-deputada Helena Roseta e o atual Presidente da República, António José Seguro, e ainda um ataque ao ‘polvo’ na RTP, que disse ser liderada por ‘marajás’.