O Tribunal do Trabalho de Braga condenou a Bosch a pagar uma indemnização de 545 mil euros a Carlos Ribas, o anterior gestor da operação portuguesa, avança o Jornal de Negócios esta segunda-feira. Ribas e outros quatro quadros da fábrica de Braga foram afastados em julho de 2024.
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Na altura, a empresa foi escassa em pormenores sobre a decisão, que terá apanhado os gestores “de surpresa”. Meios como o Negócios avançaram que os quadros teriam sido despedidos por alegadas falhas na elaboração e execução de candidaturas da subsidiária portuguesa a fundos europeus. Um dia após ser afastado, Carlos Ribas declarou que iria “até às últimas instâncias” para defender o “bom nome”. No fim de 2024, os gestores despedidos recorreram à justiça, avançando com processos em tribunal para contestar os despedimentos.
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Agora, o Tribunal do Trabalho de Braga condenou a empresa a pagar 545 mil euros de indemnização. Segundo o Negócios, um valor abaixo dos três milhões de euros de indemnização reclamados por Ribas — o gestor não quis, para já, prestar declarações ao jornal sobre o tema.
Contactada pelo Observador, a Bosch Portugal confirma que foi conhecida uma decisão esta segunda-feira. “Neste momento ainda não temos nenhuma declaração a fazer, uma vez que ainda estamos a analisar a sentença”, diz fonte oficial.
Carlos Ribas começou a trabalhar para a Bosch em 2003 e esteve quase uma década à frente das operações em Portugal. Meses depois da saída da Bosch, Carlos Ribas passou a liderar em março de 2025 a operação portuguesa do CTS Group, dedicado à construção de data centers.