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Greve geral. Fertagus assegura serviço a 100%, mas sindicatos dizem que nenhuma empresa pode garantir isso

Os horários de circulação da Fertagus, garantindo os serviços para 3 de junho, vão estar no site. Porém, os sindicatos afirmam que a empresa não tem como saber a adesão dos seus trabalhadores à greve.

Agência Lusa
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A Fertagus garantiu esta segunda-feira que está em condições de assegurar o serviço a 100% no dia da greve geral, mas os sindicatos defendem que “não há nenhuma empresa no país que possa dar previamente esta garantia”.

Questionada pela Lusa sobre o impacto que a greve geral possa ter neste transporte que faz a ligação entre a margem sul e Lisboa, fonte oficial da empresa respondeu que a empresa está em condições de assegurar o serviço, mas admitiu que poderá ser afetada pela greve na gestora da rede ferroviária nacional, a Infraestruturas de Portugal (IP), para a qual foram decretados serviços mínimos de 25%. “Estamos em condições de assegurar o serviço a 100%, mas só no dia sabemos quem faz greve”, disse a mesma fonte oficial.

Entretanto, a empresa colocou no seu site informação ao público indicando que, “na sequência da greve geral anunciada para o dia 3 de junho, informa-se que a Fertagus tem reunidas as condições para a realização do seu serviço, no entanto está dependente do impacto da greve no gestor da infraestrutura, tendo o Conselho Económico e Social (CES) deliberado a implementação de serviços mínimos na ordem dos 25%”.

Os horários para esse dia vão ser disponibilizados nos meios oficiais, designadamente no site da Fertagus. Face a esta garantia, o Sindicato Nacional dos Maquinistas defendeu que a empresa não tem nenhuma forma de saber antecipadamente os níveis de adesão dos seus trabalhadores.

“Isto é uma greve geral. Qualquer trabalhador deste país pode aderir. Por lei, nenhuma entidade patronal tem informação previa da sua adesão ou não. Não há nenhuma empresa do país que esteja em condições de garantir previamente que o serviço não é afetado e a Fertagus não é exceção”, disse António Domingues, dirigente do Sindicato Nacional dos Maquinistas.

O sindicalista adiantou que “se a empresa alega que está em condições de garantir 100% da operação então é porque intimida porque nenhuma empresa pode garantir se um trabalhador faz ou não greve”.

O mesmo entendimento tem o coordenador da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), José Manuel Oliveira. “A empresa não tem condições de poder afirmar isso”, disse.

Segundo a Fectrans, os pré-avisos de greve entregues abrangem os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, Carris, Carristur, Transtejo/Soflusa, Fertagus, Metro Mondego, Metro do Porto, STCP e CP —  Comboios de Portugal, entre outros.

A Fertagus é a empresa que detém a concessão do transporte ferroviário de passageiros no denominado eixo norte-sul, que inclui a travessia da Ponte 25 de Abril, ligando os distritos de Lisboa e Setúbal, com 14 estações.

Dez estações situam-se na margem sul do Tejo (Setúbal, Palmela, Venda do Alcaide, Pinhal Novo, Penalva, Coina, Fogueteiro, Foros de Amora, Corroios e Pragal) e quatro na margem norte (Campolide, Sete Rios, Entrecampos e Roma-Areeiro). A CGTP entregou um pré-aviso de greve geral para 3 de junho contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.

https://observador.pt/2026/05/19/greve-geral-empresas-de-transportes-urbanos-de-passageiros-mobilizadas-para-protesto-diz-sindicato/

O Governo aprovou em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no parlamento, uma semana depois de o executivo de Luís Montenegro ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.

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Vários sindicatos de diversos setores anunciaram a sua adesão à greve, nomeadamente os ligados à função pública, com destaque para a saúde e a educação, bem como transportes, aviação, comércio, entre outros.