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(A) :: Princesa Ingrid Alexandra da Noruega perseguida por homem de 63 anos na Austrália

Princesa Ingrid Alexandra da Noruega perseguida por homem de 63 anos na Austrália

Uma "carta suspeita" foi intercetada pelos seguranças da família real e uma ordem de restrição foi emitida contra o suspeito. Ingrid Alexandra deve regressar "em breve" à Noruega, disse Haakon.

Sâmia Fiates
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A princesa Ingrid Alexandra, filha do príncipe Haakon e herdeira ao trono da Noruega, terá sido perseguida por um homem de 63 anos na Austrália. O homem já teve uma ordem de restrição emitida pelas autoridades no dia 25 de maio e deve comparecer em tribunal na próxima quarta-feira, 3 de junho, avança a estação norueguesa TV 2. O suspeito terá escrito uma “carta suspeita” destinada à princesa, que foi intercetada pela equipa de segurança da família real ainda antes de chegar às mãos da herdeira ao trono da Noruega.

“Às 10h da manhã de segunda-feira, 25 de maio, a Polícia de Nova Gales do Sul emitiu uma ordem de restrição contra um homem de 63 anos de Glebe, após investigações realizadas pelos nossos agentes”, disse Ashley Bold, porta-voz da polícia de Nova Gales do Sul. O polícia afirma que “nenhuma acusação foi formalizada”, apesar de o jornal australiano Daily Telegraph avançar que o homem terá mesmo sido acusado por perseguição e intimidação. 

O Serviço de Segurança da Polícia norueguesa, responsável pela proteção dos membros da realeza, informou à TV 2 que “está ciente do assunto há alguns dias. Implementamos algumas medidas de segurança em colaboração com as autoridades australianas”, disse o assessor de comunicação Eirik Veum.

O caso acontece numa altura em que a princesa Ingrid Alexandra se prepara para regressar à Noruega, informou o seu pai, o príncipe Haakon, numa conferência de imprensa no primeiro dia da visita oficial ao Japão, esta segunda-feira. “Isso tem a ver com a situação familiar. Ela quer ficar com a mãe“, disse o herdeiro ao trono da Noruega. Sobre o incidente, Haakon não comentou. “Sim, falei com Ingrid, mas não gosto de falar muito sobre segurança. A responsabilidade geral é do PST”, disse. Apesar do episódio, Haakon garante que a filha pretende terminar a faculdade na Austrália — a jovem de 22 anos estuda ciências políticas e relações internacionais na Universidade de Sydney há cerca de um ano.

Também Haakon reduziu a viagem oficial ao Japão em um dia devido à saúde da mulher, Mette-Marit. O príncipe ficaria até quinta-feira, dia 4 de junho, mas vai regressar um dia antes, informou a Casa Real num comunicado na passada sexta-feira. “Estou a voltar para casa porque a princesa herdeira está doente, então encurtei a viagem em um dia e peço desculpas a todos os que eu deveria ter visitado no último dia”, disse o príncipe, em declarações citadas pelo VG. “É importante voltar para casa e ficar com Mette. Ela não está bem agora”, assinalou, afirmando que desde dezembro o caso piorou. “É uma doença que se desenvolve. Infelizmente piorou”.

Haakon já havia assinalado que o caso de Mette-Marit, que foi diagnosticada com fibrose pulmonar em 2018, havia piorado, em declarações à imprensa na semana passada. Também o Rei Harald V comentou o assunto numa digressão pelo país, que fez sozinho porque a mulher, a Rainha Sonja, de 88 anos, esteve hospitalizada devido a uma condição no coração, mas entretanto já teve alta. “Acho muito triste e já tínhamos ouvido os médicos dizerem que isso ia acontecer, mas pensávamos e esperávamos que acontecesse daqui a algum tempo — e não agora. Agora tornou-se muito urgente. Ela está gravemente doente, não há dúvida disso, infelizmente”, disse, sobre a nora.

Mette-Marit tem sido vista em público a usar um equipamento de suporte para a respiração, numa altura em que enfrenta outros desafios a nível particular — por um lado, tem respondido às críticas relacionadas com a dimensão da sua amizade com Jeffrey Epstein; por outro, aguarda o veredicto do julgamento do filho, acusado de mais de 40 crimes entre os quais quatro violações, que deve ser proferido a 15 de junho.