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Nvidia lança chip para "reinventar" portáteis a pensar nos agentes de IA. Primeiros computadores chegam no outono

Depois dos chips de IA para centros de dados, a Nvidia vira-se agora para o mercado dos computadores pessoais. Empresa de Jensen Huang fala na "reinvenção dos PC Windows".

Cátia Rocha
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A fabricante de chips Nvidia vai passar a fazer processadores para computadores pessoais (PC) pensados para a execução de tarefas de inteligência artificial (IA). A novidade chama-se RTX Spark e foi apresentada como “um novo superchip que reinventa os PC Windows para a era dos agentes pessoais”.

A Nvidia, a primeira empresa cotada em bolsa a chegar à marca dos cinco biliões de dólares, tem crescido com a venda de chips avançados para desenvolvimento de modelos de IA. Com o novo chip, a empresa vira-se para o mercado de consumo, tentando tirar partido da vaga dos agentes de IA — uma espécie de assistente pessoal que faz tarefas pelo utilizador. E, ao mesmo tempo, passa a concorrer diretamente com a Intel, a AMD e também a Apple no segmento de processadores para computadores pessoais.

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Os primeiros equipamentos com um processador desenvolvido pela Nvidia chegam no outono. A empresa vai ter o novo chip em modelos fabricados pela Dell, Lenovo, Microsoft (equipamentos Surface), HP, Asus e a MSI. Os preços estarão virados para um segmento de topo de gama. Serão computadores “finos, com até 14 milímetros e leves com cerca de 1,4 quilos”, com dimensões de ecrã entre 14 e 16 polegadas.

O novo processador foi pensado para “a IA, criatividade e para os jogos”, explica a Nvidia em comunicado, e estará presente em portáteis e computadores com Windows. “O PC está a ser reinventado”, declarou Jensen Huang em Taipei. “Durante 40 anos, eram abertas apps. Clica-se. Escreve-se. Com o RTX Spark e Microsoft Windows pede-se — e o PC faz o trabalho”, explicou.

“O RTX Spark junta tudo o que a Nvidia desenvolveu”, referindo-se às tecnologias desenvolvidas pela empresa para a área da computação gráfica e desempenho nas tarefas de IA. O processador permitirá executar tarefas mais exigentes, “desde agentes locais, modelos [de IA] de fronteira” até à edição de vídeo de 12K, por exemplo.

Em comunicado, a Nvidia refere que os agentes de IA “atingiram um momento de inflexão”, devido a plataformas como a OpenClaw. Mas considera que uma “adoção ampla está ainda limitada pela incapacidade de os agentes serem executados de forma segura e privada no PC principal dos utilizadores”. Ao Observador, vários especialistas de segurança referiram que plataformas de agentes como a OpenClaw devem ser executadas em PC secundários para evitar problemas de cibersegurança.

A Nvidia e a Microsoft dizem querer responder a essa limitação “através de uma plataforma robusta e segura para agentes no dispositivo Windows”, chamada Nvidia OpenShell. As empresas explicam que a plataforma permitirá ditar “o que os agentes podem ou não fazer, a capacidade de encaminhar de forma inteligente os pedidos para modelos locais com base nas políticas de privacidade do utilizador e ainda ter a capacidade de ocultar informações pessoais nos pedidos enviados para modelos na cloud”.

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Além da parceria com a Microsoft, o novo processador conta também com os contributos da MediaTek, conhecida pelos chips para smartphone e Chromebooks (computadores portáteis com sistema operativo ChromeOS).

Esta não é a primeira vez em que há um processador pensado para a IA para o mercado de consumo. Em 2024, surgiu a linha Copilot+ PC, com um chip compatível com IA desenvolvido pela Qualcomm. No entanto, este segmento tem tido uma presença discreta no mercado, em parte devido aos preços mais elevados.

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