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(A) :: Banda Desenhada e bonecada no Parlamento: Cebolinha, Lucky e …coelhos? Mais um dia de política em Portugal. Será André Ventura a Mónica?

Banda Desenhada e bonecada no Parlamento: Cebolinha, Lucky e …coelhos? Mais um dia de política em Portugal. Será André Ventura a Mónica?

Segundo Lucky Luke (André Ventura), o Peter Pan colocou-nos numa terra do nunca em que ‘mais nada cresce’. Está sempre tudo igual, apesar dos esforços do primeiro-ministro.

Sandra Figueiredo
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Num recente plenário, nesta última semana de maio quente, no Parlamento houve uma picardia muito sugestiva e saudável – do ponto de vista do humor positivo – entre líderes de partidos políticos. Ora, em vez de se discutir primeiramente sobre o Orçamento de Estado e os mil problemas que atracam Portugal mais ao mar do que à terra europeia (portanto, parecemos uma peça descolada e deslocada do continente, quase a naufragar com tanta sobrecarga de impostos e salários mínimos miseráveis), falou-se de desenhos animados, especialmente de duas bandas-desenhadas. Hugo Soares – líder de bancada do PSD – chamou de Lucky Luke a André Ventura, líder da oposição. Esse boneco rápido que sempre combateu o crime e atira tão rápido a ponto de ser mais célere do que a sombra.

Depois, veio a resposta imediata do Lucky Luke (Ventura) a Hugo Soares, sendo que este arrecadou o prémio de parecer o ícone Cebolinha. Quem não se lembra do Cebolinha? Era o bully (mauzão), o boneco danado da banda desenhada que atravessou (atravessa) gerações: “A Turma da Mônica” (brasileira). Cebolinha era o oponente irritado da Mónica e tinha um problema na fala. O maior problema dele era fazer Body Shaming com a Mónica e na altura, quando a banda desenhada era muito nova, ninguém se lembrou que aquilo influenciaria a mente dos miúdos sobre práticas de bullying. Adiante, o Cebolinha roubava, sempre que podia, o coelho da Mónica (o coelho era o instrumento de liderança forte da Mónica na turma).  Mas, repare-se que ainda ninguém detetou uma situação muito mais cómica: André Ventura é apaixonado por coelhos e teve muita estima pela sua Acácia (a coelhinha já faleceu) e di-lo sempre que a relembra. A coelha com nome maçónico. Aliás, o Cebolinha era rival da Mónica, portanto isto autoavaliaria, quase, Ventura como sendo a própria Mónica.

Nestes piropos que começaram em intenção de conflito, a Assembleia Geral foi posta a rir qual tal audiência de Gil Vicente em tempos médio-renascentistas.

Nesta ‘turma’, ainda teve lugar o Speedy Gonzalez que foi ‘encarnado’ pelo líder do PS. Também isto foi uma tarefa da ordem de trabalhos encetada por Hugo Soares que criticou o líder do PS por querer ser muito rápido e stressado a resolver o país. Ora se parecia que a bonecada tinha terminado, não. No mesmo dia, noutro plenário, o líder do Chega (ou o Lucky Luke) falou do Peter Pan para criticar a personalidade e ação idílica de Luís Montenegro face à situação do país. Ora, segundo Lucky Luke (André Ventura), o Peter Pan colocou-nos numa terra do nunca em que ‘mais nada cresce’. Está sempre tudo igual, apesar dos esforços do primeiro ministro. Será tudo isto um repto para uma nova banda desenhada em que se misturem os bonecos e um coelho novo? Será que há uma nova Mónica? Pior é pensar que os filhotes portugueses saibam que isto é agenda do parlamento, tal qual Canal Panda.