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(A) :: Israel ocupa o Castelo de Beaufort, fortaleza histórica e estratégica no sul do Líbano

Israel ocupa o Castelo de Beaufort, fortaleza histórica e estratégica no sul do Líbano

Israel ocupou o castelo construído no Líbano há 900 anos. França pede reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU por achar que “nada justifica a continuação das operações militares" neste país.

Mariana Marques Tiago
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Joana Moreira
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Acompanhe neste artigo em direto todos os desenvolvimentos das tensões no Médio Oriente

Israel deu este domingo um passo que é “uma mudança decisiva” na ofensiva em curso em território libanês, anunciou Benjamin Netanyahu. O primeiro-ministro israelita referia-se à ocupação do Castelo de Beaufort, no sul do Líbano, uma fortaleza construída há cerca de 900 anos e com um elevado valor estratégico.

A operação israelita no Líbano atingiu um marco, após as IDF (Forças de Defesa de Israel, na sigla em inglês) terem avançado significativamente na região sul e conquistado o Castelo de Beaufort, sobre o vale do Litani. Segundo detalha a BBC, este castelo é considerado um ponto fundamental para controlar a região em seu redor desde que foi construído.

O castelo de Beaufort fica a cerca de 14,5 quilómetros de Israel, sendo que as tropas israelitas o conquistaram, pela primeira vez, há 44 anos; em 1982, na guerra entre Israel e a Organização para a Liberação da Palestina (OLP). Mas, em 2000, as tropas israelitas retiraram-se da sua autodeclarada zona tampão no sul do Líbano… até regressarem este domingo.

Horas depois de ocuparem o castelo medieval, as IDF publicaram um vídeo desta operação no seu canal do YouTube.

https://www.youtube.com/watch?v=Q2R90Z8AXE0

Segundo a emissora israelita Kan, citada pela Aljazeera, Benjamin Netanyahu afirmou: “A ocupação do Castelo de Beaufort é um passo drástico e uma mudança drástica na política que estamos a seguir”. “Estamos a tomar iniciativas, estamos a atuar em todas as frentes — na Síria, em Gaza, no Líbano, estabelecemos cinturões de segurança para além das nossas fronteiras para proteger as nossas comunidades.”

Já o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, acusou Israel de praticar aquilo que apelidou de “punição coletiva”.

Na tarde deste domingo, França solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros do país. “Solicitei uma reunião de emergência porque, embora reconheçamos o direito de Israel, como o de todos os países, à autodefesa… nada justifica a continuação das operações militares israelitas no Líbano e a sua ocupação cada vez mais profunda do território libanês”, disse Jean-Noël Barrot, ao canal BFMTV e citado pela AFP.

A reunião do Conselho de Segurança vai acontecer esta segunda-feira e está agendada para as 15h locais (20h em Lisboa).