Luís Montenegro foi este sábado reeleito por 94,8% dos votos, recebendo um mandato dos militantes sociais-democratas para mais dois anos à frente do partido. No vídeo que gravou para assinalar o momento, o líder do PSD prometeu “não defraudar as expectativas” e continuar a “trabalhar, trabalhar, trabalhar” para fazer um “Portugal Maior”.
Nestas eleições votaram apenas 14.467 pessoas num universo de 56.868 inscritos, o que representa uma taxa de abstenção de cerca de 75%. Há dois anos, votaram nas eleições diretas votaram 16.602 militantes num universo de 41.863 militantes com capacidade eleitoral (quando era obrigatório ter as quotas pagas no mês da eleição), uma taxa de abstenção de cerca de 60%. Nessa ocasião, registaram-se 326 votos brancos e 97 votos nulos.
No vídeo entretanto divulgado, o líder social-democrata promete saber estar à altura da missão nele depositada. “Temos uma enorme responsabilidade. Estamos focados em não defraudar as expectativas que foram criadas sobre nós. Sabemos que as pessoas nos confiaram a responsabilidade de olhar pelo seu presente e pelo seu futuro, e é isso que estamos a fazer. Portugal é hoje um país que é um exemplo na Europa e é uma referência no mundo”, começou por assinalar Luís Montenegro.
Depois de passar em revista as medidas tomadas pelo atual Governo em matéria de fiscalidade e de apoio aos mais velhos, Montenegro prometeu continuar a “trabalhar” para fazer um “Portugal maior”, mote que dá título à moção estratégica que levou a votos nestas eleições internas — onde não teve, mais uma vez, adversário direto. “Queremos contar com todos. Com aqueles que estão na vida ativa e queremos contar com aqueles que estão na sua fase de aposentação, os reformados e pensionistas portugueses.”
“Portugal vai ser um país maior. Vamos, nestes dois anos, assumir a nossa responsabilidade. Vamos trabalhar, trabalhar e trabalhar e vamos concentrar-nos em fazer de Portugal um país maior”, despediu-se Luís Montenegro.
Esta manhã, pouco depois de votar, Montenegro defendeu que o seu Governo era o “mais reformista dos últimos 30 anos em Portugal”. Várias vezes desafiado a dizer o que pensava sobre as declarações de Pedro Passos Coelho, Luís Montenegro foi ignorando as perguntas concretas. “O PSD está muitíssimo bem e recomenda-se”, começou por dizer.
A determinada altura, Montenegro foi confrontado com o facto de Pedro Passos Coelho não ir votar nestas eleições diretas. “Olhe, vou ter menos um voto. Mas é a vida”, atirou. Num terceiro momento, Montenegro não deixou de enviar um recado ao antigo primeiro-ministro, remetendo-o para a categoria da espuma dos dias, “epifenómenos”. “O partido está coeso, focado e imperturbável face a ruídos menores”, cortou.
Luís Montenegro foi eleito pela primeira vez presidente do PSD em 28 de maio de 2022, numa eleição em que derrotou com mais de 72% dos votos o antigo vice-presidente do PSD Jorge Moreira da Silva. Em setembro de 2024, foi reeleito sem oposição com 97,45% dos votos.
Há dois anos, votaram nas eleições diretas 16.602 militantes, de um universo de 41.863 militantes com capacidade eleitoral (quando era obrigatório ter as quotas pagas no mês da eleição), uma taxa de abstenção de cerca de 60%. Nessa ocasião, registaram-se 326 votos brancos e 97 votos nulos.