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Na primeira pessoa

Este país acolheu-me e eu vivo para retribuir com total dedicação aquilo que não tive no meu próprio berço. Não luto por um partido, luto por Portugal.

Luc Ngambo Ngunda Mombito
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Chamo-me Luc Ngambo Ngunda Mombito. Nasci em Kinshasa, em 1982, na actual República Democrática do Congo (então Zaïre), mas foi em Portugal que encontrei uma pátria afectiva e política.
Cheguei ainda muito jovem e, no seminário, já com 18 anos, conheci André Ventura. Dessa amizade nasceu algo maior do que uma simples relação pessoal: uma causa comum pela defesa de Portugal e da sua nobre História.

Não sou um político de carreira. Sou um português de coração e de luta. Trabalho todos os dias ao lado do Presidente do CHEGA, como seu secretário, motorista e assessor, porque acredito que o nosso país precisa urgentemente de homens corajosos, que não se curvem perante o politicamente correcto.

Portugal não é um projecto de partidos — é a nossa casa, carregada de história e de uma identidade milenar que não se apaga de um dia para o outro, nem por decreto ou directiva europeia.

Dizem que sou perigoso. Que represento a violência político-ideológica, que sou uma ameaça à democracia. São as mesmas vozes que, há anos, tentam silenciar todos aqueles que ousam dizer em voz alta que Portugal e os portugueses têm de estar em primeiro lugar.

Em 2023, a Polícia Judiciária invadiu a minha casa com grande pompa e circunstância, num tom ameaçador por parte do inspector-chefe. De imediato deixei claro que “não estavam a lidar com um preto qualquer a quem eventualmente estivessem habituados” nestas andanças judiciárias. Fui acusado de ameaças por causa de palavras duras contra quem ataca o meu partido e tudo o que gravita à sua volta. Enquanto isso, a insegurança cresce nas nossas ruas, a corrupção continua instalada e muitos portugueses sentem-se estrangeiros na sua própria terra. Isso sim é uma ameaça à democracia!

Tenho reflectido muito sobre a propaganda da esquerda contra os seus adversários políticos. Eles não debatem ideias — constroem narrativas. Qualquer voz que se levante contra o sistema é imediatamente rotulada de “extremista”, “perigosa” ou “violenta”. Usam os meios de comunicação, operações selectivas e a repetição constante para criar medo no povo. A máquina de propaganda socialista não procura a verdade: procura destruir reputações e deslegitimar quem ameaça o seu poder. Eu sou apenas mais um alvo dessa velha estratégia, mas o povo português começa, aos poucos, a ver o estado de podridão em que isto se tornou.

Enquanto africano de origem, conheço desde o berço o valor de uma nação orgulhosa da sua história, das suas tradições e dos seus modos de vida. Por isso defendo, sem hesitar, o controlo rigoroso da imigração, a prioridade aos portugueses, a defesa da soberania nacional e a preservação da nossa cultura.

Amo Portugal como poucos. Este país acolheu-me e eu vivo para retribuir com total dedicação aquilo que não tive no meu próprio berço. Não luto por um partido, luto por Portugal.
O CHEGA é hoje a voz mais corajosa e martirizada da minha luta, mas a causa é maior do que qualquer instituição: é a sobrevivência da Pátria Portuguesa, da sua língua, dos seus valores e do futuro dos seus filhos.
O sistema tem medo. Tem medo de quem não se vende, de quem não se cala e de quem coloca a bandeira portuguesa acima de tudo. Por isso tentam atacar-me a mim, para chegar a André Ventura e, no fundo, para enfraquecer todos os portugueses que querem ver o país renascer das cinzas de Abril de 1974.

Aos meus compatriotas digo com toda a sinceridade: olhem para Portugal. Olhem para as suas aldeias, montes e vales. Olhem para as nossas cidades e para a nossa gente. Vejam o que está a acontecer e perguntem-se honestamente: até quando vamos aceitar que nos apaguem em detrimento de outros que acabaram de chegar?

Eu estou aqui, de peito aberto. Congolês de nascimento, mas português de alma e de combate. Pronto para dar tudo por esta minha Pátria.

Viva Portugal!