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Presidente romeno reúne conselho de defesa após queda de drone russo

Conselho de defesa reuniu-se para "discutir as implicações do incidente" a atingir o país membro da NATO e da UE. "Não houve vítimas mortais", mas causou dois feridos e 70 residentes deslocados.

Agência Lusa
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O Presidente romeno, Nicusor Dan, convocou esta sexta-feira de urgência o Conselho Supremo de Defesa Nacional, após a queda de um drone russo num edifício residencial perto da fronteira com a Ucrânia ter causado dois feridos.

“O caráter sem precedentes deste evento exige uma resposta firme, coordenada e proporcionada, aos níveis nacional, aliado e internacional”, justificou a Presidência romena num comunicado citado pelas agências francesa AFP e espanholas EFE e EP.

A reunião teve início às 11h00 locais (9h00 em Lisboa), precisou a administração presidencial da Roménia.

O conselho de defesa reuniu-se para “discutir as implicações do incidente mais grave” a atingir o país membro da NATO e da União Europeia (UE) desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

O incidente ocorreu durante a madrugada em Galati, uma cidade no leste da Roménia perto da fronteira com a Ucrânia, durante mais um ataque russo contra território ucraniano.

O drone atingiu o décimo piso de um edifício residencial em Galati e a carga explosiva detonou por completo, disseram os bombeiros romenos, que conseguiram extinguir o incêndio provocado pelo impacto do aparelho.

Os dois feridos foram transportados para um hospital próximo e 70 residentes foram retirados do edifício por precaução, até que os técnicos concluam as inspeções à estrutura.

“Não houve vítimas mortais”, declarou o chefe do Departamento para Situações de Emergência (DSU), Raed Arafat.

A ministra dos Negócios Estrangeiros romena, Oana Toiu, confirmou através das redes sociais que o aparelho pertencia às forças russas. Toiu condenou o ataque, que classificou como uma “grave e irresponsável escalada” por parte de Moscovo.

https://twitter.com/oana_toiu/status/2060266898638450946?s=20

O Presidente Nicusor Dan disse num outro comunicado que o incidente resulta do “desprezo sistemático pelo Direito Internacional” por parte de Moscovo e da forma como opera sistemas de armas junto às fronteiras da NATO.

Dan defendeu a atuação do exército romeno, esclarecendo que o drone não foi abatido por “não existirem condições que permitissem ser destruído sem o risco de colocar em perigo, de forma significativa, a segurança da população civil”.

Em conferência de imprensa em Bucareste, o vice-comandante das forças armadas, general Gheorghe Maxim, disse que a força militar dispôs de apenas quatro minutos para garantir uma interceção segura do drone, um tempo “extremamente curto”.

Não existia nenhuma possibilidade realista de o intercetar em total segurança”, explicou, corroborando a informação divulgada pelo Presidente da República.

Face ao incidente, Bucareste apresentou um pedido formal à NATO para o envio de “capacidades adicionais contra drones” para reforçar a defesa do território.

Nicusor Dan adiantou ainda que levará o caso ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para denunciar as “brutais e reiteradas violações” russas.

Ao início da manhã, Dan conversou com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, para abordar a situação. “Condenei firmemente esta inaceitável violação da soberania da Roménia. Toda a responsabilidade recai sobre a Federação Russa”, escreveu o Presidente nas redes sociais, manifestando também solidariedade para com os dois feridos e os residentes de Galati.

https://twitter.com/NicusorDanRO/status/2060335381480964408?s=20