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(A) :: Rublev e o sangue frio que congelou Nuno Borges nos momentos decisivos: português cai na 3.ª ronda de Roland Garros

Rublev e o sangue frio que congelou Nuno Borges nos momentos decisivos: português cai na 3.ª ronda de Roland Garros

Nuno Borges voltou a ter uma boa exibição em Roland Garros mas caiu frente a Andrey Rublev por 7-5, 7-6 (2) e 7-6 (2), falhando alguns pontos de break em fases cruciais antes de ceder nos tie breaks.

Bruno Roseiro
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A passagem pelo quadro de pares não correu da melhor forma, com uma derrota em dupla com o chinês Zhizhen Zhang frente ao finlandês Harri Heliövaara e ao inglês Harry Patten por 6-3 e 6-3, o foco passava a estar ainda mais no quadro de singulares. À semelhança do que acontecera no ano passado, Nuno Borges chegara à terceira ronda de Roland Garros depois do triunfo diante de Miomir Kecmanovic, tendo agora pela frente Andrey Rublev, 13.º do ranking ATP que esteve largos meses no top 10 e que, nos melhores dias, pode bater-se com qualquer jogador. Não era uma tarefa fácil, havia mais história para tentar fazer.

https://observador.pt/2026/05/28/nuno-borges-eliminado-na-primeira-ronda-de-pares-da-roland-garros/

“Que grande vitória mais uma vez. Estou muito, muito, muito contente pela minha exibição. Não comecei da melhor maneira, mas depois consegui subir muito o nível, tanto a servir como a responder. Estou muito orgulhoso por poder estar aqui na terceira ronda mais uma vez e ainda com uma oportunidade para poder chegar ainda mais longe do que o ano passado. É em Roland Garros e é nos Grand Slams que queremos estar a jogar bem. Felizmente tenho conseguido fazer muito bons jogos a este nível. Dá-me bastante confiança e fico muito feliz por conseguir se singrar aqui nestes grandes palcos”, comentara o português.

https://observador.pt/2026/05/27/o-calor-que-nao-queimou-a-historia-nuno-borges-vence-kecmanovic-e-e-o-primeiro-portugues-a-chegar-duas-vezes-a-3-a-ronda-de-roland-garros/

“Conheço bem o Rublev, já joguei com ele várias vezes e ainda não consegui ganhar-lhe. É um jogador que me deixa bastante desconfortável, a maneira de jogar realmente causa-me bastante transtorno. Sinto que a terra batida me pode ajudar um bocadinho. Mas ele é um jogador muito experiente já, não só em terra batida mas em Grand Slams. É um desafio muito grande mas estou muito entusiasmado para isso”, frisara Nuno Borges, que perdera os quatro jogos realizados contra o russo incluindo dois neste ano de 2026. Mais uma vez, as odds estavam contra o português, que tinha mais uma montanha para subir nesta terceira ronda.

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O encontro começou com um Nuno Borges irregular no primeiro serviço, o que lhe valeu um primeiro break salvo a abrir e mais três breaks salvos logo de seguida. Seguiram-se quatro partidas ganhas em branco, mais um momento em que Andrey Rublev teve dois breaks não concretizados e uma fase que podia ter alterado a história do set inicial com 5-4 em que Nuno Borges esteve na frente por 30-0 sem chegar a ponto de break. Foi aí que, quando tudo apontava para um parcial decidido no tie break, o russo conseguiu ser finalmente eficaz e quebrou o serviço do português, fechando de seguida o 7-5 depois de 50 minutos de jogo.

Apesar de tudo, foi um set “normal”. A partir daí, entrou em cena tudo o que podia acontecer de mais atípico: após vencer o primeiro jogo com apenas um ponto perdido, Nuno Borges quebrou o serviço de Rublev logo a seguir para o 2-0, sofreu o break de seguida, respondeu com novo contra break para o 3-1 e voltou a perder o seu próprio serviço. Só mesmo aí o encontro começou a estabilizar, apesar de uma oportunidade de ouro que o maiato perdeu de fazer o break que lhe permitiria depois fechar o set no seu serviço. Não conseguiu aí, não mais conseguiu e as decisões acabaram por ir para o tie break, com Nuno Borges a fazer o primeiro ponto mas Rublev a vencer os cinco seguintes com dois ases pelo meio antes de fechar o segundo set com 7-2.

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Nuno Borges passou para o balneário, tentou manter o jogo agressivo de resposta e entrou logo com dois pontos de break não concretizados no terceiro parcial. Apesar de haver depois alternância entre jogos mais fáceis de fechar e outros que obrigaram à entrada em cena do primeiro serviço para desequilibrar como foi acontecendo com o russo, o português mostrava-se confiante, fez o 4-4 e o 5-5 com jogos em branco mas voltou a ceder no pormenor… vulgo tie break: Rublev voltou a trazer o melhor jogo para o court no momento decisivo, fez quatro pontos seguidos e voltou a ganhar no desempate por 7-2 para fechar a partida.

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