Caso houvesse eleições hoje, os portugueses escolheriam o Partido Socialista para governar o país. É a conclusão da mais recente sondagem do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) e Iscte — Instituto Universitário de Lisboa para a SIC e o Expresso, divulgada esta quinta-feira, um ano depois das eleições que reconduziram Luís Montenegro (AD) na chefia do Governo.
O Partido Socialista mantém a liderança nas intenções de voto, registando 24%, o mesmo valor obtido há dois meses na sondagem anterior. Já a Aliança Democrática — coligação PSD/CDS-PP — sofre uma quebra de 4 pontos percentuais face a maio, descendo para os 21% e ficando atrás dos socialistas. O Chega também recua 4 pontos, situando-se agora nos 17%. A margem de erro máxima é de +/- 3,5%, com um nível de confiança de 95%.
Num distante quarto lugar aparece a CDU. A força política liderada por Paulo Raimundo soma 4%, mais um ponto do que em março, destacando-se entre os partidos de menor dimensão. Livre e Iniciativa Liberal surgem empatados com 2%, enquanto PAN e BE registam apenas 1%.
A sondagem indica igualmente um aumento tanto dos indecisos — agora nos 12%, mais três pontos face a março — como dos abstencionistas, que sobem também para 11%, crescendo igualmente três pontos em relação ao último inquérito.
Quando os indecisos são redistribuídos e os abstencionistas retirados das contas, o cenário torna-se mais definido: o PS ultrapassa a barreira dos 30%, ficando quatro pontos acima da AD, que se fica pelos 27%.O Chega atinge os 20%, enquanto a CDU alcança os 5%. Livre e Iniciativa Liberal chegam aos 3%, e PAN e BE obtêm 2%.